23 de março de 2016

A ADIG TEM QUEM A ACOMPANHE...


PETCOKE:
Bloco de Esquerda apresenta proposta para conclusão das obras de proteção da população

O Bloco de Esquerda apresentou um projeto de resolução na Assembleia da República que "recomenda ao Governo a conclusão das medidas mitigadoras relativas às descargas de coque de petróleo no porto de Aveiro".
A Cimpor movimentou coque de petróleo (petcoke) durante dois anos sem licenciamento até o caso ser denunciado publicamente no início de 2015. Desde então, a atividade persiste e as principais medidas mitigadoras ainda não saíram do papel. O coque de petróleo coloca em risco a saúde pública, nomeadamente através da inalação de partículas finas.
A proposta recomenda ao Governo que "garanta, em articulação com as entidades competentes, a conclusão das medidas mitigadoras relativas às descargas de coque de petróleo no porto deAveiro". E especifica: (i) a construção da barreira eólica contra ventos dominantes, de Norte e Noroeste; (ii) a implementaçãoda bacia de contenção de lixiviados e estação de tratamento; (iii) a instalação permanente de uma estação de monitorização da qualidade do ar; (iv) plantação de uma barreira arbórea entre o porto comercial e as habitações da Gafanha da Nazaré.
O projeto recomenda ainda que se efetue "a monitorização e reavaliação da situação ambiental e dos riscos para a saúde pública após as medidas mitigadoras", que se elabore "um manual de boas práticas para a movimentação de coque de petróleo no país" e que se "reavalie a legislação relativa à atividade com coque de petróleo e as atividades de fiscalização no sentido de garantir a proteção das populações e boas práticas ambientais".
O Bloco questionou ainda o governo, por escrito, sobre se foi instaurado algum processo de contraordenação à Cimpor por ter desenvolvido a atividade ilegalmente durante dois anos e se a atividade já está licenciada e em que condições.
1. Garanta, em articulação com as entidades competentes, a conclusão das medidas mitigadoras relativas às descargas de coque de petróleo no porto de Aveiro, nomeadamente:
i. a construção da barreira eólica contra ventos dominantes, de Norte e Noroeste;
ii. a implementação da bacia de contenção de lixiviados e estação de tratamento;
iii. a instalação permanente de uma estação de monitorização da qualidade do ar.
iv. plantação de uma barreira arbórea entre o porto comercial e as habitações da Gafanha da Nazaré
2. A monitorização e reavaliação da situação ambiental e dos riscos para a saúde pública após as medidas mitigadoras.
3. Elaborar um manual de boas práticas para a movimentação de coque de petróleo no país
4. Reavalie a legislação relativa à atividade com coque de petróleo e as atividades de fiscalização no sentido de garantir a proteção das populações e boas práticas ambientais.


20 de março de 2016

PÓ BRANCO DERRAMADO NAS ESTRADAS DA GAFANHA

ALERTA!...

PÓ BRANCO DERRAMADO NAS ESTRADAS DA GAFANHA

A ADIG denuncia, mais uma vez, derrames, nos dias 10 e 15 de Março de 2016, dum produto, de cor branca, de odor intenso, que afecta a respiração, na Rotunda do Forte da Barra e pelas estradas que dão acesso ao Porto de Aveiro.

Julgamos tratar-se, mais uma vez, de Carbonato dissódico,. que foi carregado no Cais Comercial.

A acção de limpeza que se segue, não invalida que as gentes da Gafanha estejam preocupadas com a sua saúde e que denunciem essas faltas de cuidado dos transportadores, que devem ser rigorosamente fiscalizados.

A ADIG alertou a Administração do Porto de Aveiro e denunciou o caso às autoridades.

Pel’A ADIG

Humberto Rocha



17 de fevereiro de 2016

                                            
























                                      A PACIÊNCIA ESGOTOU-SE…   
                    
                       CARTA ABERTA AO PROF. CARLOS BORREGO
Já lá vai o tempo em que a “Palavra honrada valia mais que o dinheiro.”
A Gafanha da Nazaré está, há mais de 3 anos, a sofrer as consequências do depósito e movimentação do Petcoke no Cais Comercial do Porto de Aveiro.
 O Petcoke ou coque do petróleo é formado de pequenas partículas (PM10 e 2,5) que facilmente são transportadas pelos ventos e inaladas pelos habitantes e apresenta níveis de enxofre que variam entre 1,2 e 7%, bem como metais pesados e Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (HAP) que são potencialmente cancerígenos (International Agency for Research on Cancer).
 E pior ainda, quando as partículas de Petcoke são transportadas por ventos dominantes, com povoações e residências a pequena distância, como é o caso da Gafanha da Nazaré.
A Cimpor e o Porto de Aveiro têm implementado algumas medidas que diminuem o impacto negativo daqueles poluentes na saúde das populações, o que é positivo.
 No entanto há medidas que ainda é necessário incrementar para protecção da saúde das gentes desta Região, tais como:
- Barreira eólica contra ventos dominantes, de Norte e Noroeste
- Bacia de Contenção de Lixiviados e Estação de tratamento, para não contaminar a Ria
- Estação de Monitorização da Qualidade do Ar, permanente
 Já em 25 de Nov 2014, em Reclamação endereçada à Direcção-Geral de Energia e Geologia e em reuniões com a Administração da Cimpor em Fev. e com a APA em Março 2015, a ADIG reivindica uma Barreira Eólica contra os ventos dominantes, por absolutamente necessária.
 A Administração do Porto de Aveiro encomendou um estudo da Qualidade do Ar na Gafanha da Nazaré ao IDAD, de que é Director o Prof. Carlos Borrego. 
 As medições começam a 2 de Julho de 2014, terminam em 1 de Agosto e é dado por concluído o Relatório da 1.ª fase em 17 de Out 2014.
O Estudo teve 3 fases descontínuas, com a duração de cerca de 1 mês cada, tendo começado em Julho de 2014 e terminado em Julho de 2015, com muitas deficiências e com problemas de execução, que já denunciámos publicamente e às Entidades competentes, em escritos anteriores.
 Nesta altura já havia passado mais de 2 anos e meio que as populações da Gafanha protestavam contra os malefícios do manuseamento do Petcoke! E só com estes Estudos perdeu-se mais um ano… mas, até que enfim, sempre havia conclusões:
 “Como medida complementar, considera-se igualmente relevante a aplicação de uma barreira que reduza a intensidade de vento incidente na pilha de petcoque e consequentemente que minimize as emissões de partículas.” (in Avaliação da Qualidade do Ar, Vol III, pag 8).
 Mas o Prof. Carlos Borrego, depois de todos os atrasos que provocou na solução do problema, quer fazer mais um estudo, para verificar a colocação da Barreira Eólica!...
 “A localização geográfica exata, bem como as dimensões finais da barreira, deverão ser remetidas para um estudo posterior mais detalhado.” (in Avaliação da Qualidade do Ar, Vol III, pag 8).
 Embora o Prof. Borrego já tivesse testado a barreira eólica, com simulação em Túnel de Vento, chegando à brilhante conclusão de que a barreira maciça, assente no solo, era mais eficaz para suster as poeiras de Petcoke que uma barreira porosa, ou colocada 2m acima do solo (!), quer fazer mais um estudo… mais gasto mas, principalmente, mais perda de tempo.
E aí recomeçam mais atrasos… Compromete-se a entregar o estudo antes do final do ano, de tal maneira que as obras de construção da Barreira já estivessem no terreno em finais de 2015, de acordo com as estimativas da Administração do Porto de Aveiro.
 Como é seu hábito (ou defeito), o Prof. Carlos Borrego voltou a falhar, e desta vez compromete-se a entregar, sem falta, o estudo durante o mês de Janeiro de 2016.
 A ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha), junto da Administração do Porto de Aveiro, em 10 de Fevereiro, recebe a confirmação de que ainda não tinha sido entregue esse estudo!
 Basta de empatar o processo, pois tudo tem estado dependente dos atrasos e da falta de cumprimento de prazos do Prof. Carlos Borrego.
 De acordo com a informação dos Dirigentes da APA e da Cimpor, a construção da Barreira Eólica e, acessoriamente, da Estação de Tratamento, só está dependente do resultado dos testes efectuados pelo Prof. Borrego.
 É tempo de resolver o problema do manuseamento do Petcoke e de parar de arranjar estudos atrás de estudos, para ir empatando a solução.
 Prof. Carlos Borrego a Gafanha está farta dos seus atrasos, está farta de o identificar como o “empata” de todo este processo.
 Já agora convidamo-lo a ter a coragem e a hombridade de vir à Gafanha discutir este problema de saúde pública, com as populações locais.
 Só podemos terminar como começámos: “ A palavra honrada vale mais que todo o dinheiro.”

Gafanha da Nazaré, 11 de Fevereiro de 2016

Pel’A ADIG  

Humberto Rocha, João Marçal, Carlos Teixeira, Humberto Vieira, João Vilarinho, Leopoldo Oliveira

23 de dezembro de 2015

BUSTO DO MESTRE MÓNICA



Hoje, 17 de Dezembro, foi recolocado o busto do Mestre Mónica, no seu pedestal.Acto de louvar, embora com 2 anos de atraso e com um secretismo difícil de justificar.
A ADIG, nem as outras associações da Gafanha, foram convidadas, pelo que sabemos!...

Enviamos à Junta de Freguesia o seguinte E´mail, acompanhado da fotografia:

Ex.mo SenhorPresidente da Junta de FreguesiaGafanha da Nazaré

A ADIG está atenta e, portanto, vai riscar dos seus pedidos o Busto do Mestre Mónica.Recebemos uma boa prendinha de Natal.

E como ainda estamos na Quadra Natalícia, atrevemo-nos a lembrar as Placas dos Limites de Freguesia, para completar o sapatinho do ano 2015.

Com os votos dum Feliz Natal

Pel' A ADIG
Humberto Rocha



30 de novembro de 2015

QUANDO SE ERRA, 
É MUITO SALUTAR CORRIGIR O ERRO


No dia 25 de Novembro deparei-me com o esgoto da EPA, que descarrega na Marina da Gafanha da Nazaré, com o aspecto que a foto documenta, pelo que alertei, telefonicamente a EPA, seguido do E'mail, que transcrevo abaixo.
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À Empresa de Pesca de Aveiro
Hoje, dia 25 Nov 2015, escorria do esgoto da EPA, que descarrega na Marina da Gafanha da Nazaré, quantidades enormes de espinhas e outros detritos orgânicos (de que anexamos 2 fotografias), que empestam de maus cheiros esta agradável zona de lazer.
As gaivotas banqueteavam-se para, de seguida, "queimarem", com os seus dejectos, as coberturas dos barcos da Marina.
A ADIG não está contra as empresas, mas não pode ignorar, nem deixa passar, as más práticas de processamento dos produtos.
Solicitamos a V. Ex.cia que tome em conta a defesa do meio ambiente nesta parcela da nossa Ria e poderá ter a certeza de que toda a população ribeirinha apreciará o vosso gesto.
Com os melhores cumprimentos
Pel'A ADIG
Humberto Rocha
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Esta manhã, 27 de Novembro, tivemos a agradável surpresa de ver que a Empresa de Pesca de Aveiro procedia à limpeza do esgoto, incluindo os detritos que estavam na Ria, o que consideramos muito positivo.
HRocha


1 de novembro de 2015

TUDO NA MESMA!... NA GAFANHA DA NAZARÉ


PASSADO QUASE MEIO ANO!...

A ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha) teve nova reunião com o Presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, no dia 19 de Outubro de 2015.

E o mais penoso é que, passado quase meio ano (a reunião anterior foi a 11 de maio) tudo continua por resolver. E a resposta continua a ser a mesma: “ que o problema está a ser estudado”, que “ainda não é o timing”!...

Há apenas um pequeno avanço no ponto 9, pois os balneários estão prontos, mas o objectivo de termos um Parque de Campismo Rural, nada.

Também quanto ao Busto do Mestre Mónica, o monumento continua sem ele, embora nos seja referido que está pronto. Só está à espera do “timing” para ser colocado!

Quanto às placas a assinalar os limites de Freguesia e a dar as boas-vindas a quem nos visita, bem como as placas toponímicas a indicar pontos de interesse da Gafanha, nada de novo…

Quanto à sinalização horizontal (faixas brancas a atravessar a estrada ou pequenas lombas) para diminuir a sinistralidade, também nada!... Só na sexta-feira, dia 16, houve 5 acidentes nos cruzamentos da nossa Terra…

Compreendemos que há assuntos que não dependem directamente da Junta de Freguesia, mas os autarcas tem a estrita obrigação de defenderem os direitos das populações e, portanto, de tudo fazerem para influenciar na resolução desses problemas.

Toda a gente vai estando farta de ouvir dizer “que está tudo em estudo”, ou que “ainda não é o timing”.

As Associações e a população em geral, ao darem conhecimento dos problemas que afligem a nossa Terra não pretendem afrontar os Poderes Locais, mas sim, serem parceiros na ajuda a resolver esses mesmos problemas.

No final da reunião entregámos o Memorando que publicamos abaixo e manifestámos o desejo de quando voltarmos à Junta de Freguesia, levarmos o propósito de dar os parabéns por, entretanto, terem sido resolvidos os problemas da nossa Gafanha.

Assim esperamos.

Pel’A ADIG
HRocha

MEMORANDO APRESENTADO À JUNTA DE FREGUESIA

Reunião JUNTA DE FREGUESIA – ADIG 19-10-2015

São passados 5 meses que a ADIG esteve na Junta de Freguesia a expor alguns problemas que afectavam a Gafanha da Nazaré. 

Continuam por resolver, pelo que voltamos a falar deles.

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A ADIG apresenta os problemas que gostaria que a Junta de Freguesia solucionasse o mais rapidamente possível. Alguns assuntos não estão directamente sob a alçada da Junta de Freguesia, pelo que a ADIG solicita o seu empenho junto das Entidades competentes para a sua solução.

1. Placas nos Limites de Freguesia

2. Placas de toponímia a indicar locais ou edifícios importantes – Ex: Forte da Barra, Farol, Junta de Freguesia, GNR, Igreja Matriz e Capelas, etc

3. Colocar novo Busto do Mestre Mónica, no Monumento do Jardim da Alameda Prior Sardo

4. Lombas nos cruzamentos perigosos – Ex: Alameda Prior Sardo/Rua Gago Coutinho, Rua Prof. Maria Luz Carlos/ Rua Gago Coutinho, etc

5. Sinal de estacionamento proibido no lado Norte da Rua envolvente do Mercado

6. Estacionamentos para Motorizadas e Bicicletas – Ex: Cale-da-Vila, Igreja

7. Pugnar pela colocação de Abrigos nas Paragens de Autocarro

8. Pugnar para que a A25 passe a ser designada como Autoestrada entre Gafanha da Nazaré e Vilar Formoso, ou Barra-Vilar Formoso, pois inicia-se no Km Zero na Rotunda da Barra

9. Parque de Campismo – que futuro?

Gafanha da Nazaré, 19 de Outubro de 2015

Pel’A ADIG Humberto Rocha


5 de outubro de 2015

ROMAGEM CICLISTA À SENHORA DE VAGOS

CONVITE A TODOS OS GAFANHENSES

ADIG - ROMAGEM CICLISTA À SENHORA DE VAGOS
DOMINGO, DIA 11 OUTUBRO 2015
PARTIDA DO CENTRO CULTURAL ÀS 10H00. TRAZ FARNEL
GRUPO FADOS DE COIMBRA “PORTAS DE ÁGUA” VAI ATUAR NA CAPELA DE VAGOS, COM FADOS E GUITARRADAS. 
(Obrigatório o fado NOSSA SENHORA DE VAGOS)

ALMOÇO NO RECINTO DA CAPELA, SABOREANDO OS FARNÉIS

VAI DE BICICLETA, DE “PASTELEIRA” OU DE DESPORTO, OU MESMO DE CARRO, MAS NÃO FALTES À ROMAGEM
É A HOMENAGEM DAS GENTES DA GAFANHA A VAGOS, HOMENAGEM AOS NOSSOS ANTEPASSADOS, O REGRESSO ÀS ORIGENS

18 de setembro de 2015

REUNIÕES DA ADIG COM A CIMPOR E O PORTO DE AVEIRO


A ADIG reuniu com Responsáveis da Cimpor, no dia 7 e com a Administração do Porto de Aveiro, a 16 do corrente mês.
Dessas reuniões resultaram avanços na solução do problema da movimentação de Petcoke e de outros assuntos que registamos no memorando que entregámos à APA e nas notas finais. 
REUNIÃO DA ADIG COM A ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE AVEIRO
É conveniente dividir as questões em 2 partes:
A 1.ª refere-se aos assuntos de que já tratámos na Reunião de 30 de Março e que, ainda não têm, segundo sabemos, resolução ou, mesmo, qualquer desenvolvimento:
AREIAS – As casas continuam a ser invadidas por areia, embora em menor quantidade. Continuamos a pedir que sejam reforçados os cuidados com os carregamentos.
CLINQUER – As cargas e descargas continuam a levantar muita poeira, sendo aconselhável aumentar os cuidados na sua movimentação.
MARINA DA GAFANHA DA NAZARÉ – Como estão previstas dragagens na Boca da Barra e Canais de Navegação, lembramos que a passagem dos barcos da Marina para o Canal dos Bacalhoeiros está completamente assoreada na baixa-mar. E, também, as águas da Ria, naquela zona, continuam com o aspecto branco-leitoso, sem se descobrir quem são os autores desse atentado à Saúde.
BARREIRA ARBÓREA – Só existem algumas árvores, plantadas numa pequena distância e a maior parte secas ou caídas. Esta barreira servirá para defesa das poeiras que ainda se desprendam dos montes dos produtos depositados no Cais Comercial.
ESTACIONAMENTO DE PESADOS – Porque a quantidade de veículos provoca dificuldades no trânsito e muito mau cheiro. Continuamos a pensar que o Largo dos Estaleiros Mónica, na Av. Marginal, seria uma boa solução.
FORTE DA BARRA E CASARIO – restauro do monumento do Forte (Museu da Ria?) e respeitar a traça do casario.
DERRAME DE PRODUTOS NA ESTRADA – Como ainda sucedeu no dia 1 Set2015, com o carbonato dissódico, espalhado na Rotunda em frente à entrada do Porto Comercial.

A 2.ª parte será sobre o Petcoke, em 4 vertentes:
-- Barreira eólica contra ventos dominantes de Norte e Noroeste 
-- Bacia de Contenção de Lixiviados e Estação de tratamento
-- Estação de Monitorização da Qualidade do Ar, permanente
-- Manual de boas práticas de movimentação dos produtos, no P. Comercial

Continuamos a pugnar por estas medidas, pois a Qualidade do ar, embora tivesse melhorado com as medidas mitigadoras já adoptadas, continua longe de ser boa.
Só como exemplo, basta ler o Relatório Final (Técnico), do Estudo da Qualidade do Ar, do IDAD, donde se transcreve:
“Para as partículas PM10, o valor limite diário para proteção da saúde humana, de 50 μg.m-3 (valor a não exceder mais de 35 vezes em cada ano civil), foi ultrapassado 21 vezes no Ponto 1… Relativamente aos valores médios apresentados observa-se que, no Ponto 1 este é superior ao valor limite anual para proteção da saúde humana”.
E temos de acrescentar que estes valores foram monitorizados em 73 dias do total das 3 campanhas (pois, só na 1.ª se perderam 16 dias de recolha!...) Os 73 dias equivalem a 1/5 do ano. Isto corresponde a dizer que, no ponto 1, os valores limite para protecção da saúde humana, foram ultrapassados 105 vezes. Como se pode verificar na transcrição supra-mencionada esse valor só pode ser ultrapassado 35 vezes em cada ano civil!...
Portanto deve ser construída, rapidamente, a Barreira Eólica, maciça, a executar a norte do depósito dos produtos, assente no solo e mais alta que os montes e que servirá para defesa da poluição pelo Petcoke e pelo Clinquer, entre outros produtos poluentes.
Quanto à Bacia de contenção de lixiviados, avançar na sua construção, para evitar escorrências para a Ria, para esta não ser contaminada e construir a Estação de Tratamento, já prometidas pela Cimpor, no pedido de licenciamento.
E é mais que evidente a necessidade duma Estação de Monitorização da Qualidade do Ar, em contínuo.
Finalmente fazer a plantação duma barreira arbórea, com árvores autóctones da nossa Região, de porte alto e frondosas (choupos e salgueiros?), para prevenir que as poeiras que ainda se libertam, não venham influenciar a qualidade do ar, na Gafanha da Nazaré e povoações mais a sul.
Gafanha da Nazaré, 16 de Setembro de 2015
Pel’A ADIG, o Presidente Humberto Rocha

Notas finais: 
O Presidente do Conselho de Administração, Eng. Braga da Cruz, teve connosco um diálogo construtivo, deixando a promessa de se empenhar na resolução dos assuntos que estão directamente na alçada da APA e de interferir junto das Entidades responsáveis pelos outros problemas.
Alguns itens mereceram uma maior atenção e que podemos resumir:
1. A Barreira Eólica contra ventos dominantes vai ser construída e o Presidente do Conselho de Administração espera que as obras estejam no terreno até ao final do ano
2. A Estação de Monitorização da Qualidade do Ar será uma realidade, logo que definido o tipo de aparelhagem e os locais para a sua instalação
3. A Bacia de contenção de lixiviados e a estação de tratamento serão executados pela Cimpor, logo após o deferimento do licenciamento (Nota: Recebemos comunicação do Ministério do Ambiente, a 17-09-2015, de que a “Cimpor iniciou o processo de licenciamento referente ao parque de armazenamento de coque de petróleo” … “e que esta empresa se comprometeu a adoptar medidas para conter possíveis emissões difusas de partículas”).
4. A barreira arbórea na extrema Porto Comercial – Gafanha da Nazaré está dependente duma intervenção que está a ser realizada na Vala do Esteiro de Oudinot pela Câmara Municipal de Ílhavo, sendo de esperar pelo resultado deste arranjo.
5. Quanto ao desassoreamento da Marina da Gafanha da Nazaré, não é viável nesta empreitada, mas há possibilidade de haver equipamento e batelões, a quando duma próxima intervenção no Porto de Pesca Costeira.

Humberto Rocha



29 de agosto de 2015

A QUALIDADE DO AR NA GAFANHA DA NAZARÉ MELHOROU…
 MAS NÃO É SUFICIENTE




























A QUALIDADE DO AR NA GAFANHA DA NAZARÉ MELHOROU…
MAS NÃO É SUFICIENTE
1. A ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha) regozija-se com as conclusões retiradas da Avaliação da Qualidade do Ar, que vieram dar razão e força aos argumentos e reivindicações já apresentadas por nós em Fevereiro de 2014 e reforçadas em Novembro de 2014, nessa altura já com as medidas agora preconizadas pelo Relatório Final da Avaliação da Qualidade do Ar na Envolvente do Porto de Aveiro.
Estamos igualmente satisfeitos com as medidas já adoptadas pela Cimpor e que minimizaram a emissão de produtos poluentes sobre as habitações e população, melhorando a qualidade do ar, de que se podem descrever:
Canhão de água vaporizada sobre a pilha de Petcoke na carga e descarga, jacto de água, navios de transporte mais pequenos e começo imediato da carga para camions cobertos (o Petcoke fica menos tempo no cais), cuidados com as gruas, paragem da movimentação quando o vento é suficientemente forte para levantar nuvens de poeira e presença permanente dum funcionário da Cimpor a verificar a movimentação dos produtos.
2. Estas medidas melhoraram, sem dúvida a Qualidade do Ar na Gafanha da Nazaré, mas há que adoptar outras medidas face aos riscos do Petcoke, que descrevemos:
O Petcoke ou coque do petróleo é formado de pequenas partículas (PM10 e 2,5) que facilmente são transportadas pelos ventos e inaladas pelos habitantes e apresenta níveis de enxofre que variam entre 1,2 e 7%. Tem metais pesados e Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (HAP) que são potencialmente cancerígenos (International Agency for Research on Cancer).
Provoca intoxicações agudas – problemas respiratórios, irritações dérmicas e oculares.
E intoxicações crónicas – ocorrência de cancros devidos aos HAP (Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) e metais pesados que entram na sua composição (International Agency for Research on Cancer).
3. Embora satisfeitos com as Conclusões, não podemos deixar de apontar que nesta última fase da Avaliação da Qualidade do Ar, persistem os mesmos defeitos do anterior:
- Pontos de recolha de dados longe da área do Porto Comercial
- Não existir um ponto de recolha de referência a norte do Porto Comercial - Período curto de apreciação, com falhas de energia na recolha de poluentes
4. Continua a movimentar-se Petcoke sem licença, desde há mais de 3 anos e quase 1 ano depois da Cimpor solicitar o licenciamento
5. Este Estudo tem servido para atrasar a implementação das medidas necessárias a tomar pela Administração do Porto de Aveiro e pela Cimpor
6. Segundo a ADIG e as gentes da Gafanha é, então, necessário e urgente, fazer:
- Bacia de contenção de lixiviados, para a Ria não ser contaminada, e construir a Estação de Tratamento, já prometidas pela Cimpor, no pedido de licenciamento
- Barreira eólica, maciça, contra ventos dominantes, a executar a norte do depósito dos produtos, assente no solo e mais alta que os montes e que servirá para defesa da poluição pelo Petcoke e pelo Clinquer, entre outros produtos poluentes 
“O recurso à barreira maciça a montante da pilha corresponde à solução mais eficiente na redução da emissão de petcoque”. (pag. 83 de 90 da Avaliação da Qualidade do AR).
- Barreira arbórea nos limites do Porto Comercial com a cidade da Gafanha da Nazaré, para impedir a chegada à povoação de algumas poeiras que ainda se libertem
- Estação de monitorização da Qualidade do Ar, em contínuo
- Manual de boas práticas de movimentação dos produtos descarregados e expedidos
Agora que tudo está claro e bem definido, está na altura de avançar com estas medidas, apontando para a sua implementação, em especial da Barreira Eólica, num prazo máximo de 2 a 3 meses, para descanso dos Gafanhenses e das populações situadas mais a sul.
Estamos convictos que a Administração do Porto de Aveiro e a Cimpor estarão tão interessadas, quanto as populações, em resolver o problema no mínimo espaço de tempo.
Pel’A ADIG, o Presidente
Humberto Rocha