29 de agosto de 2015

A QUALIDADE DO AR NA GAFANHA DA NAZARÉ MELHOROU…
 MAS NÃO É SUFICIENTE




























A QUALIDADE DO AR NA GAFANHA DA NAZARÉ MELHOROU…
MAS NÃO É SUFICIENTE
1. A ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha) regozija-se com as conclusões retiradas da Avaliação da Qualidade do Ar, que vieram dar razão e força aos argumentos e reivindicações já apresentadas por nós em Fevereiro de 2014 e reforçadas em Novembro de 2014, nessa altura já com as medidas agora preconizadas pelo Relatório Final da Avaliação da Qualidade do Ar na Envolvente do Porto de Aveiro.
Estamos igualmente satisfeitos com as medidas já adoptadas pela Cimpor e que minimizaram a emissão de produtos poluentes sobre as habitações e população, melhorando a qualidade do ar, de que se podem descrever:
Canhão de água vaporizada sobre a pilha de Petcoke na carga e descarga, jacto de água, navios de transporte mais pequenos e começo imediato da carga para camions cobertos (o Petcoke fica menos tempo no cais), cuidados com as gruas, paragem da movimentação quando o vento é suficientemente forte para levantar nuvens de poeira e presença permanente dum funcionário da Cimpor a verificar a movimentação dos produtos.
2. Estas medidas melhoraram, sem dúvida a Qualidade do Ar na Gafanha da Nazaré, mas há que adoptar outras medidas face aos riscos do Petcoke, que descrevemos:
O Petcoke ou coque do petróleo é formado de pequenas partículas (PM10 e 2,5) que facilmente são transportadas pelos ventos e inaladas pelos habitantes e apresenta níveis de enxofre que variam entre 1,2 e 7%. Tem metais pesados e Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (HAP) que são potencialmente cancerígenos (International Agency for Research on Cancer).
Provoca intoxicações agudas – problemas respiratórios, irritações dérmicas e oculares.
E intoxicações crónicas – ocorrência de cancros devidos aos HAP (Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) e metais pesados que entram na sua composição (International Agency for Research on Cancer).
3. Embora satisfeitos com as Conclusões, não podemos deixar de apontar que nesta última fase da Avaliação da Qualidade do Ar, persistem os mesmos defeitos do anterior:
- Pontos de recolha de dados longe da área do Porto Comercial
- Não existir um ponto de recolha de referência a norte do Porto Comercial - Período curto de apreciação, com falhas de energia na recolha de poluentes
4. Continua a movimentar-se Petcoke sem licença, desde há mais de 3 anos e quase 1 ano depois da Cimpor solicitar o licenciamento
5. Este Estudo tem servido para atrasar a implementação das medidas necessárias a tomar pela Administração do Porto de Aveiro e pela Cimpor
6. Segundo a ADIG e as gentes da Gafanha é, então, necessário e urgente, fazer:
- Bacia de contenção de lixiviados, para a Ria não ser contaminada, e construir a Estação de Tratamento, já prometidas pela Cimpor, no pedido de licenciamento
- Barreira eólica, maciça, contra ventos dominantes, a executar a norte do depósito dos produtos, assente no solo e mais alta que os montes e que servirá para defesa da poluição pelo Petcoke e pelo Clinquer, entre outros produtos poluentes 
“O recurso à barreira maciça a montante da pilha corresponde à solução mais eficiente na redução da emissão de petcoque”. (pag. 83 de 90 da Avaliação da Qualidade do AR).
- Barreira arbórea nos limites do Porto Comercial com a cidade da Gafanha da Nazaré, para impedir a chegada à povoação de algumas poeiras que ainda se libertem
- Estação de monitorização da Qualidade do Ar, em contínuo
- Manual de boas práticas de movimentação dos produtos descarregados e expedidos
Agora que tudo está claro e bem definido, está na altura de avançar com estas medidas, apontando para a sua implementação, em especial da Barreira Eólica, num prazo máximo de 2 a 3 meses, para descanso dos Gafanhenses e das populações situadas mais a sul.
Estamos convictos que a Administração do Porto de Aveiro e a Cimpor estarão tão interessadas, quanto as populações, em resolver o problema no mínimo espaço de tempo.
Pel’A ADIG, o Presidente
Humberto Rocha

20 de julho de 2015

ASCÊNCIO DE FREITAS - A nossa HOMENAGEM a um escritor Gafanhense





















Ascêncio de Freitas nasceu na Gafanha da Nazaré, em 1926, onde residiu até 1949, tendo exercido várias profissões, entre as quais trabalhador dos Estaleiros de S. Jacinto.
Nesse ano embarcou para Moçambique, onde permaneceu por três décadas, tendo regressado a Portugal, em 1979, e passando a viver em Setúbal. Actualmente reside na Amadora.
Ficcionista e jornalista, colaborou em jornais e revistas literárias, revelando um conhecimento invulgar da língua portuguesa e dos usos e costumes das nossas gentes e do quotidiano africano.
Em 1960 publicou o seu 1.º livro, “Cães da Mesma Ninhada”, seguido de muitos outros, entre os quais “África Ida e Volta”, “Na Outra Margem da Guerra”, “Crónica de D. António Segundo”, “Estórias de Caça em África”, “Carmen era o seu nome”, “Estória do Homem que Comeu a sua Morte”.
Foi bolseiro do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, o que lhe permitiu escrever um livro sobre Moçambique “A Paz Enfurecida”.
Recebeu o Prémio Virgílio Ferreira, da Câmara de Gouveia, pela sua obra “A Reconquista de Olivença”, o Prémio Pen Club, pelo livro “O Canto da Sangardata”, o Prémio Ferreira de Castro, da Câmara de Sintra, com a obra “A Noite dos Carangueijos”. Vai ser homenageado pela Câmara da Amadora, em 3 de Agosto 2015.
Nunca enjeitou as suas raízes gafanhôas e o seu amor a esta Terra, à sua Terra, levou-o a calcorrear Lisboa, de lés-a-lés, à procura de elementos necessários à identificação da nossa Freguesia.
A ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha) tinha para com ele esta dívida e, em 8 de Julho, três elementos da Direcção, Humberto Rocha, João Marçal e Humberto Vieira rumaram à Amadora para entregar-lhe uma simples lembrança de reconhecimento pelo seu esforço em prol da nossa cidade e, também, em preito de homenagem pelo seu valor como escritor natural da Gafanha da Nazaré.
Ascêncio, muitos anos a somar aos 88, são os nossos votos.
HRocha

24 de junho de 2015

Reunião CÂMARA MUNICIPAL – ADIG























A ADIG reuniu com o Senhor Presidente da Câmara de Ilhavo, a quem entregou o memorando que apresentamos abaixo e do qual tomou a devida nota.
Reunião CÂMARA MUNICIPAL – ADIG
A ADIG, Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha, vem apresentar alguns problemas da Cidade da Gafanha da Nazaré, que gostaria de ver solucionados o mais breve possível. 
Alguns assuntos não estão directamente sob a alçada da Câmara Municipal, pelo que a ADIG solicita o empenho do Senhor Presidente junto das Entidades competentes, para a sua solução.
1. Colocar placas a indicar os Limites de Freguesia 
2. Cedência do Auditório do Centro Cultural, para espectáculos das Associações da Gafanha

3. Maior equilíbrio entre o nº de espectáculos nas Freguesias de São Salvador e Gafanha da Nazaré 
4. Manter o polo museológico “Casa Gafanhoa” aberto ao público, com regularidade 
5. Pugnar para que a A25 passe a ser designada como Auto-estrada entre Gafanha da Nazaré/ /Vilar Formoso, ou Barra/Vilar Formoso, pois inicia-se no Km Zero na Rotunda da Barra 
6. Arranjo da Rotunda da Barra 
7. Ordenamento do trânsito na Gafanha. Qual a situação? 
8. Pressionar a Cimpor e a Administração do Porto de Aveiro para a colocação duma Barreira Eólica, que defenda a Gafanha do transporte de poluentes (nomeadamente Petcoke e Clinquer) sobre a Cidade e povoações a sul e colocação de Sistemas de Monitorização contínua da qualidade do ar

Gafanha da Nazaré, 5 de Junho de 2015
Pel’A ADIG Humberto Rocha

REUNIÃO DA ADIG com a JUNTA DE FREGUESIA























A ADIG -Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha reuniu com o Presidente da Junta de Freguesia para apresentar alguns assuntos que preocupam os Gafanhenses e que estão explicitados no documento abaixo apresentado.

O Autarca tomou nota das nossas pretensões e as respostas basearam-se, principalmente nos assuntos mais prementes (as 3 primeiras alíneas), de que esses problemas "já estão a ser tratados", tendo a ADIG insistido para que acelerassem o processo, para que as coisas andassem.

Quanto ao Parque de Campismo fomos informados de que vai ser reestruturado, criando um Parque de Campismo Rural, que não obriga a tantas burocracias e equipamentos luxuosos. Os balneários estarão prontos muito brevemente, provavelmente antes de 1 mês.

Reunião JUNTA DE FREGUESIA – ADIG 

A ADIG apresenta os problemas que gostaria que a Junta de Freguesia solucionasse o mais rapidamente possível. Alguns assuntos não estão directamente sob a alçada da Junta de Freguesia, pelo que a ADIG solicita o seu empenho junto das Entidades competentes para a sua solução. 

1. Placas nos Limites de Freguesia 
2. Placas de toponímia a indicar locais ou edifícios importantes – Ex: Forte da Barra, Farol, Junta de Freguesia, GNR, Igreja Matriz e Capelas, etc 
3. Colocar novo Busto do Mestre Mónica, no Monumento do Jardim da Alameda Prior Sardo 
4. Lombas nos cruzamentos perigosos – Ex: Alameda Prior Sardo/Rua Gago Coutinho, Rua Prof. Maria Luz Carlos/ Rua Gago Coutinho, etc 
5. Sinal de estacionamento proibido no lado Norte da Rua envolvente do Mercado 
6. Estacionamentos para Motorizadas e Bicicletas – Ex: Cale-da-Vila, Igreja 
7. Pugnar pela colocação de Abrigos nas Paragens de Autocarro 
8. Pugnar pela resolução do problema do desnível das sargetas e das tampas de saneamento que estão muito rebaixadas 
9. Pugnar para que a A25 passe a ser designada como Autoestrada entre Gafanha da Nazaré e Vilar Formoso, ou Barra-Vilar Formoso, pois inicia-se no Km Zero na Rotunda da Barra 
10. Parque de Campismo – que futuro? 

Gafanha da Nazaré, 11 de Maio de 2015 

Pel’A ADIG Humberto Rocha

CLINQUER – AS MEDIDAS NECESSÁRIAS























A ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha), nas pessoas do seu Presidente Humberto Rocha e João Vilarinho teve uma reunião, na Sede da Associação, com três Administradores da Cimpor, especialmente, responsáveis pelas Operações Portuárias e movimentação de produtos. 

Foram tratados diversos aspectos essencialmente ligados ao Petcoke mas, igualmente, aproveitámos a reunião para apresentar o problema das poeiras libertadas pela movimentação do Clinquer. 

Quanto ao Petcoke foi afirmado que a barreira eólica, por nós apresentada, será construída, mas que estão a estudar qual a sua dimensão em altura e a distância a que deve ficar das pilhas do produto, garantindo que em Julho terão a decisão tomada. 

Perante a nossa insistência na urgência dessa barreira contra os ventos dominantes, que actuaria ao mesmo tempo nas poeiras do Petcoke e do Clinquer, asseguraram-nos que, até à sua implementação, iriam reforçar as medidas já adoptadas, como sejam, a utilização do canhão de água pulverizada em contínuo (quando houver movimentação do produto), o transporte em barcos mais pequenos, até 10.000 toneladas, a retirada do produto do cais num prazo mínimo, a cobertura e limpeza dos camions, a presença dum funcionário da Cimpor, a paragem imediata das cargas e descargas quando o vento estiver mais forte ( o que foi definido como quando o vento levantar poeiras). 

O Clinquer é o principal componente dos cimentos e apresenta-se, ao ar livre, com uma cor acinzentada. A sua movimentação provoca grande formação de poeiras. Chega ao Porto Comercial, preferencialmente em camions e depois é expedido em barcos. 

No caso do Clinquer, os Responsáveis da Cimpor, além de considerarem a nossa pretensão sobre a já referida barreira contra os ventos dominantes, também nos garantiram que, de imediato, iam reunir com a Socarpor e lhes indicariam medidas mitigadoras da formação de poeiras (Ex: cuidado com os baldes das gruas e das pás carregadoras), bem como parar a movimentação quando o vento estiver mais forte e der origem à formação de poeiras. 

Continuamos a seguir com muito interesse a intenção da Cimpor em reduzir ao mínimo possível a formação de poeiras e proporcionar aos Gafanhenses um ar mais puro, um ambiente mais saudável. 

HRocha

22 de maio de 2015

REUNIÃO DA ADIG com a JUNTA DE FREGUESIA


A ADIG -Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha reuniu com o Presidente da Junta de Freguesia para apresentar alguns assuntos que preocupam os Gafanhenses e que estão explicitados no documento abaixo apresentado.
O Autarca tomou nota das nossas pretensões e as respostas basearam-se, principalmente nos assuntos mais prementes (as 3 primeiras alíneas), de que esses problemas "já estão a ser tratados", tendo a ADIG insistido para que acelerassem o processo, para que as coisas andassem.
Quanto ao Parque de Campismo fomos informados de que vai ser reestruturado, criando um Parque de Campismo Rural, que não obriga a tantas burocracias e equipamentos luxuosos. Os balneários estarão prontos muito brevemente, provavelmente antes de 1 mês.

Reunião JUNTA DE FREGUESIA – ADIG
A ADIG apresenta os problemas que gostaria que a Junta de Freguesia solucionasse o mais rapidamente possível. Alguns assuntos não estão directamente sob a alçada da Junta de Freguesia, pelo que a ADIG solicita o seu empenho junto das Entidades competentes para a sua solução.
1. Placas nos Limites de Freguesia 
2. Placas de toponímia a indicar locais ou edifícios importantes – Ex: Forte da Barra, Farol, Junta de Freguesia, GNR, Igreja Matriz e Capelas, etc  3. Colocar novo Busto do Mestre Mónica, no Monumento do Jardim da Alameda Prior Sardo 
4. Lombas nos cruzamentos perigosos – Ex: Alameda Prior Sardo/Rua Gago Coutinho, Rua Prof. Maria Luz Carlos/ Rua Gago Coutinho, etc  5. Sinal de estacionamento proibido no lado Norte da Rua envolvente do Mercado 
6. Estacionamentos para Motorizadas e Bicicletas – Ex: Cale-da-Vila, Igreja  7. Pugnar pela colocação de Abrigos nas Paragens de Autocarro 
8. Pugnar pela resolução do problema do desnível das sargetas e das tampas de saneamento que estão muito rebaixadas  9. Pugnar para que a A25 passe a ser designada como Autoestrada entre Gafanha da Nazaré e Vilar Formoso, ou Barra-Vilar Formoso, pois inicia-se no Km Zero na Rotunda da Barra 
10. Parque de Campismo – que futuro?
Gafanha da Nazaré, 11 de Maio de 2015
Pel’A ADIG Humberto Rocha

9 de abril de 2015

reportagem PORTO CANAL

"A população da Gafanha da Nazaré continua preocupada com a movimentação de pet-coke que é feita no Porto de Aveiro. Desde o início do ano que a empresa que trabalha com este derivado do petróleo tomou medidas para minimizar os impactos, mas os moradores que são insuficientes."


http://portocanal.sapo.pt/noticia/55981/

A ADIG REUNIU COM A APA



A ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré) foi recebida, no dia 30 de Março, pela nova Administração do Porto de Aveiro, pelo seu Presidente Eng. Braga da Cruz e o Dr. Olinto Ravara.
Da ADIG estiveram presentes Humberto Rocha e mais 5 elementos dos Corpos Sociais.
O Presidente desenvolveu os vários assuntos que, de momento, preocupam as gentes da Gafanha da Nazaré, tendo sido secundado pelas intervenções dos restantes associados.
Esses problemas, apresentados num memorando que, no final da reunião, foi entregue à Administração, receberam desta a melhor atenção.
Algumas das nossas preocupações, como os casos do moliço putrefacto na Vala Hidráulica e da marina da Gafanha da Nazaré, onde aparece contaminação das águas da Ria, por descargas de produtos que lhe conferem um aspecto leitoso, embora não sendo da responsabilidade directa da APA, como se encontram em territórios do seu domínio, foi pedida a sua intervenção junto das autoridades responsáveis.
Embora só o tempo o possa confirmar, foi opinião da ADIG de que os Administradores do Porto de Aveiro ficaram sensibilizados para a realização de acções que melhorem a qualidade de vida dos habitantes da Gafanha.

MEMORANDO:
REUNIÃO COM A ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE AVEIRO
PETCOKE - Colocação duma barreira contra os ventos dominantes, Norte e Noroeste. Cuidados com a movimentação. Dialogar com a Cimpor e a Socarpor
AREIAS – As casas continuam a ser invadidas por quantidades enormes de areia. Cuidados com os carregamentos.
CLINKER – A movimentação das cargas e descargas continua a levantar muita poeira
MARINA DA GAFANHA DA NAZARÉ – limpeza e desassoreamento. Águas branco-leitosas
BARREIRA ARBÓREA – Só algumas árvores, plantadas numa pequena distância, e a maior parte secas ou caídas
ESTACIONAMENTO DE PESADOS – talvez no Largo dos Estaleiros Mónica – porque provocam dificuldades no trânsito e muito mau cheiro
VALA HIDRÁULICA – na separação da povoação, com moliço putrefacto
FORTE E CASARIO – restauro do monumento do Forte (Museu da Ria?) e respeitar a traça do casario
ESTAÇÃO de MONITORIZAÇÃO - em contínuo, de PM10, PM2,5 e outros poluentes
Gafanha da Nazaré, 30 Março 2015

Pel’A ADIG
(Humberto Rocha)

21 de março de 2015

ADIG NO PORTO DE AVEIRO


ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha), representada por 5 elementos, esteve a assistir à descarga de Petcoke do barco Arklow Wave, no Cais Comercial do Porto de Aveiro, no dia 16-03-2015.
Presentes, também, Directores da Cimpor e da Socarpor, bem como o Presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré e as Engenheiras do Ambiente da C.M. de Ilhavo e da APA.
A Cimpor quis demonstrar como estavam a ser executadas as medidas implementadas para solucionar o problema da poluição pelo Petcoke.
Para começar, o barco era mais pequeno, sendo depositado menos produto no cais e com a promessa de que será retirado até sexta, dia 20, sendo, depois, o cais limpo dos desperdícios.
A descarga fazia-se cuidadosamente, levando o balde da grua até ao contacto com a pilha e só depois era aberto e, ao mesmo tempo, era para aí direccionado um jacto de água de alta pressão para evitar as poeiras. Simultaneamente havia um canhão de água pulverizada, a funcionar continuamente, sobre a pilha de Petcoke, evitando a dispersão de partículas.
Os camions, de imediato, eram cobertos, evitando perdas pela estrada. As rodas dos veículos serão lavadas, mas com o cuidado de evitar escorrências para a Ria.
A ADIG tem a certeza de que, se todas as manobras de carga e descarga do Petcoke, continuarem a ser feitas com os cuidados demonstrados, haverá uma melhoria substancial na qualidade de vida das populações, pelo que se congratula com a presença, desde já, dum funcionário da Cimpor em permanência, a fiscalizar todas as etapas do processo e da garantia, dada pelo Dirigente da Socarpor, de que tudo será feito para cumprir com as normas de movimentação deste tipo de produtos.
O Presidente da ADIG não pode deixar de referir que ficou mais tranquilo com as medidas adoptadas mas, voltou a lembrar que, além destas, é indispensável, para protecção da saúde e das habitações das gentes da Gafanha, a colocação duma barreira contra os ventos dominantes de Norte e Noroeste. Os Representantes da Cimpor garantiram que ia ser feita e de que estava a ser estudada a melhor forma de a executar.
A ADIG está vigilante e vai continuar a defender a Gafanha e a sua população.
Pela ADIG, os presentes: 
Humberto Rocha 
João Aristides Marçal
Maria da Graça Oliveira 
João Vilarinho das Neves
Humberto Manuel Vieira






28 de fevereiro de 2015

PETCOKE – a CIMPOR reuniu com a ADIG


A CIMPOR reuniu com a ADIG, na Gafanha da Nazaré, para debater os problemas do PETCOKE, por forma a minimizar os efeitos prejudiciais à saúde dos habitantes e à sujidade que invade as suas casas. 

Na Reunião, efectuada na Junta de Freguesia, estiveram presentes pela Cimpor, quatro individualidades: o Administrador, o Responsável pelas Operações Portuárias, o Director da Fábrica de Souselas e a Técnica Ambiental

Pela ADIG, Humberto Rocha e João Vilarinho das Neves

Pela Junta da Gafanha da Nazaré, o Presidente Carlos António, uma Representante da Câmara Municipal de Ilhavo e uma Representante da Administração do Porto de Aveiro.

A deslocação da Delegação da Cimpor para dialogar connosco demonstra a justeza das nossas reivindicações e o respeito pela nossa luta, mas também, temos de reconhecê-lo, o interesse da Cimpor em resolver os problemas levantados pela movimentação do Petcoke, na nossa Terra. 

A troca de impressões decorreu muito bem, comprometendo-se a Cimpor a implementar todas as medidas já descritas no Projecto de Licenciamento, bem como as que foram indicadas na Nota da Cimpor de 18-02-2015. 

Como medidas adicionais, mas muito importantes são: a presença dum funcionário da Cimpor, em permanência, durante a carga e descarga, para que sejam cumpridas todas as regras do bom manuseio do produto e a garantia de que, quando o vento estiver mais forte, as operações de carga e descarga são suspensas.

O Presidente da ADIG regista com muito agrado, a disponibilidade da Cimpor para a solução deste problema, bem como ter a seu lado a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal e a APA.

No final da Reunião a ADIG entregou um documento ao Senhor Administrador da Cimpor com as medidas que considera indispensáveis para minimizar os efeitos nefastos da movimentação do PETCOKE, algumas já implementadas e outras que esperamos sejam satisfeitas. 

HRocha

documento: