24 de junho de 2015

Reunião CÂMARA MUNICIPAL – ADIG























A ADIG reuniu com o Senhor Presidente da Câmara de Ilhavo, a quem entregou o memorando que apresentamos abaixo e do qual tomou a devida nota.
Reunião CÂMARA MUNICIPAL – ADIG
A ADIG, Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha, vem apresentar alguns problemas da Cidade da Gafanha da Nazaré, que gostaria de ver solucionados o mais breve possível. 
Alguns assuntos não estão directamente sob a alçada da Câmara Municipal, pelo que a ADIG solicita o empenho do Senhor Presidente junto das Entidades competentes, para a sua solução.
1. Colocar placas a indicar os Limites de Freguesia 
2. Cedência do Auditório do Centro Cultural, para espectáculos das Associações da Gafanha

3. Maior equilíbrio entre o nº de espectáculos nas Freguesias de São Salvador e Gafanha da Nazaré 
4. Manter o polo museológico “Casa Gafanhoa” aberto ao público, com regularidade 
5. Pugnar para que a A25 passe a ser designada como Auto-estrada entre Gafanha da Nazaré/ /Vilar Formoso, ou Barra/Vilar Formoso, pois inicia-se no Km Zero na Rotunda da Barra 
6. Arranjo da Rotunda da Barra 
7. Ordenamento do trânsito na Gafanha. Qual a situação? 
8. Pressionar a Cimpor e a Administração do Porto de Aveiro para a colocação duma Barreira Eólica, que defenda a Gafanha do transporte de poluentes (nomeadamente Petcoke e Clinquer) sobre a Cidade e povoações a sul e colocação de Sistemas de Monitorização contínua da qualidade do ar

Gafanha da Nazaré, 5 de Junho de 2015
Pel’A ADIG Humberto Rocha

REUNIÃO DA ADIG com a JUNTA DE FREGUESIA























A ADIG -Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha reuniu com o Presidente da Junta de Freguesia para apresentar alguns assuntos que preocupam os Gafanhenses e que estão explicitados no documento abaixo apresentado.

O Autarca tomou nota das nossas pretensões e as respostas basearam-se, principalmente nos assuntos mais prementes (as 3 primeiras alíneas), de que esses problemas "já estão a ser tratados", tendo a ADIG insistido para que acelerassem o processo, para que as coisas andassem.

Quanto ao Parque de Campismo fomos informados de que vai ser reestruturado, criando um Parque de Campismo Rural, que não obriga a tantas burocracias e equipamentos luxuosos. Os balneários estarão prontos muito brevemente, provavelmente antes de 1 mês.

Reunião JUNTA DE FREGUESIA – ADIG 

A ADIG apresenta os problemas que gostaria que a Junta de Freguesia solucionasse o mais rapidamente possível. Alguns assuntos não estão directamente sob a alçada da Junta de Freguesia, pelo que a ADIG solicita o seu empenho junto das Entidades competentes para a sua solução. 

1. Placas nos Limites de Freguesia 
2. Placas de toponímia a indicar locais ou edifícios importantes – Ex: Forte da Barra, Farol, Junta de Freguesia, GNR, Igreja Matriz e Capelas, etc 
3. Colocar novo Busto do Mestre Mónica, no Monumento do Jardim da Alameda Prior Sardo 
4. Lombas nos cruzamentos perigosos – Ex: Alameda Prior Sardo/Rua Gago Coutinho, Rua Prof. Maria Luz Carlos/ Rua Gago Coutinho, etc 
5. Sinal de estacionamento proibido no lado Norte da Rua envolvente do Mercado 
6. Estacionamentos para Motorizadas e Bicicletas – Ex: Cale-da-Vila, Igreja 
7. Pugnar pela colocação de Abrigos nas Paragens de Autocarro 
8. Pugnar pela resolução do problema do desnível das sargetas e das tampas de saneamento que estão muito rebaixadas 
9. Pugnar para que a A25 passe a ser designada como Autoestrada entre Gafanha da Nazaré e Vilar Formoso, ou Barra-Vilar Formoso, pois inicia-se no Km Zero na Rotunda da Barra 
10. Parque de Campismo – que futuro? 

Gafanha da Nazaré, 11 de Maio de 2015 

Pel’A ADIG Humberto Rocha

CLINQUER – AS MEDIDAS NECESSÁRIAS























A ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha), nas pessoas do seu Presidente Humberto Rocha e João Vilarinho teve uma reunião, na Sede da Associação, com três Administradores da Cimpor, especialmente, responsáveis pelas Operações Portuárias e movimentação de produtos. 

Foram tratados diversos aspectos essencialmente ligados ao Petcoke mas, igualmente, aproveitámos a reunião para apresentar o problema das poeiras libertadas pela movimentação do Clinquer. 

Quanto ao Petcoke foi afirmado que a barreira eólica, por nós apresentada, será construída, mas que estão a estudar qual a sua dimensão em altura e a distância a que deve ficar das pilhas do produto, garantindo que em Julho terão a decisão tomada. 

Perante a nossa insistência na urgência dessa barreira contra os ventos dominantes, que actuaria ao mesmo tempo nas poeiras do Petcoke e do Clinquer, asseguraram-nos que, até à sua implementação, iriam reforçar as medidas já adoptadas, como sejam, a utilização do canhão de água pulverizada em contínuo (quando houver movimentação do produto), o transporte em barcos mais pequenos, até 10.000 toneladas, a retirada do produto do cais num prazo mínimo, a cobertura e limpeza dos camions, a presença dum funcionário da Cimpor, a paragem imediata das cargas e descargas quando o vento estiver mais forte ( o que foi definido como quando o vento levantar poeiras). 

O Clinquer é o principal componente dos cimentos e apresenta-se, ao ar livre, com uma cor acinzentada. A sua movimentação provoca grande formação de poeiras. Chega ao Porto Comercial, preferencialmente em camions e depois é expedido em barcos. 

No caso do Clinquer, os Responsáveis da Cimpor, além de considerarem a nossa pretensão sobre a já referida barreira contra os ventos dominantes, também nos garantiram que, de imediato, iam reunir com a Socarpor e lhes indicariam medidas mitigadoras da formação de poeiras (Ex: cuidado com os baldes das gruas e das pás carregadoras), bem como parar a movimentação quando o vento estiver mais forte e der origem à formação de poeiras. 

Continuamos a seguir com muito interesse a intenção da Cimpor em reduzir ao mínimo possível a formação de poeiras e proporcionar aos Gafanhenses um ar mais puro, um ambiente mais saudável. 

HRocha

22 de maio de 2015

REUNIÃO DA ADIG com a JUNTA DE FREGUESIA


A ADIG -Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha reuniu com o Presidente da Junta de Freguesia para apresentar alguns assuntos que preocupam os Gafanhenses e que estão explicitados no documento abaixo apresentado.
O Autarca tomou nota das nossas pretensões e as respostas basearam-se, principalmente nos assuntos mais prementes (as 3 primeiras alíneas), de que esses problemas "já estão a ser tratados", tendo a ADIG insistido para que acelerassem o processo, para que as coisas andassem.
Quanto ao Parque de Campismo fomos informados de que vai ser reestruturado, criando um Parque de Campismo Rural, que não obriga a tantas burocracias e equipamentos luxuosos. Os balneários estarão prontos muito brevemente, provavelmente antes de 1 mês.

Reunião JUNTA DE FREGUESIA – ADIG
A ADIG apresenta os problemas que gostaria que a Junta de Freguesia solucionasse o mais rapidamente possível. Alguns assuntos não estão directamente sob a alçada da Junta de Freguesia, pelo que a ADIG solicita o seu empenho junto das Entidades competentes para a sua solução.
1. Placas nos Limites de Freguesia 
2. Placas de toponímia a indicar locais ou edifícios importantes – Ex: Forte da Barra, Farol, Junta de Freguesia, GNR, Igreja Matriz e Capelas, etc  3. Colocar novo Busto do Mestre Mónica, no Monumento do Jardim da Alameda Prior Sardo 
4. Lombas nos cruzamentos perigosos – Ex: Alameda Prior Sardo/Rua Gago Coutinho, Rua Prof. Maria Luz Carlos/ Rua Gago Coutinho, etc  5. Sinal de estacionamento proibido no lado Norte da Rua envolvente do Mercado 
6. Estacionamentos para Motorizadas e Bicicletas – Ex: Cale-da-Vila, Igreja  7. Pugnar pela colocação de Abrigos nas Paragens de Autocarro 
8. Pugnar pela resolução do problema do desnível das sargetas e das tampas de saneamento que estão muito rebaixadas  9. Pugnar para que a A25 passe a ser designada como Autoestrada entre Gafanha da Nazaré e Vilar Formoso, ou Barra-Vilar Formoso, pois inicia-se no Km Zero na Rotunda da Barra 
10. Parque de Campismo – que futuro?
Gafanha da Nazaré, 11 de Maio de 2015
Pel’A ADIG Humberto Rocha

9 de abril de 2015

reportagem PORTO CANAL

"A população da Gafanha da Nazaré continua preocupada com a movimentação de pet-coke que é feita no Porto de Aveiro. Desde o início do ano que a empresa que trabalha com este derivado do petróleo tomou medidas para minimizar os impactos, mas os moradores que são insuficientes."


http://portocanal.sapo.pt/noticia/55981/

A ADIG REUNIU COM A APA



A ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré) foi recebida, no dia 30 de Março, pela nova Administração do Porto de Aveiro, pelo seu Presidente Eng. Braga da Cruz e o Dr. Olinto Ravara.
Da ADIG estiveram presentes Humberto Rocha e mais 5 elementos dos Corpos Sociais.
O Presidente desenvolveu os vários assuntos que, de momento, preocupam as gentes da Gafanha da Nazaré, tendo sido secundado pelas intervenções dos restantes associados.
Esses problemas, apresentados num memorando que, no final da reunião, foi entregue à Administração, receberam desta a melhor atenção.
Algumas das nossas preocupações, como os casos do moliço putrefacto na Vala Hidráulica e da marina da Gafanha da Nazaré, onde aparece contaminação das águas da Ria, por descargas de produtos que lhe conferem um aspecto leitoso, embora não sendo da responsabilidade directa da APA, como se encontram em territórios do seu domínio, foi pedida a sua intervenção junto das autoridades responsáveis.
Embora só o tempo o possa confirmar, foi opinião da ADIG de que os Administradores do Porto de Aveiro ficaram sensibilizados para a realização de acções que melhorem a qualidade de vida dos habitantes da Gafanha.

MEMORANDO:
REUNIÃO COM A ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE AVEIRO
PETCOKE - Colocação duma barreira contra os ventos dominantes, Norte e Noroeste. Cuidados com a movimentação. Dialogar com a Cimpor e a Socarpor
AREIAS – As casas continuam a ser invadidas por quantidades enormes de areia. Cuidados com os carregamentos.
CLINKER – A movimentação das cargas e descargas continua a levantar muita poeira
MARINA DA GAFANHA DA NAZARÉ – limpeza e desassoreamento. Águas branco-leitosas
BARREIRA ARBÓREA – Só algumas árvores, plantadas numa pequena distância, e a maior parte secas ou caídas
ESTACIONAMENTO DE PESADOS – talvez no Largo dos Estaleiros Mónica – porque provocam dificuldades no trânsito e muito mau cheiro
VALA HIDRÁULICA – na separação da povoação, com moliço putrefacto
FORTE E CASARIO – restauro do monumento do Forte (Museu da Ria?) e respeitar a traça do casario
ESTAÇÃO de MONITORIZAÇÃO - em contínuo, de PM10, PM2,5 e outros poluentes
Gafanha da Nazaré, 30 Março 2015

Pel’A ADIG
(Humberto Rocha)

21 de março de 2015

ADIG NO PORTO DE AVEIRO


ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha), representada por 5 elementos, esteve a assistir à descarga de Petcoke do barco Arklow Wave, no Cais Comercial do Porto de Aveiro, no dia 16-03-2015.
Presentes, também, Directores da Cimpor e da Socarpor, bem como o Presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré e as Engenheiras do Ambiente da C.M. de Ilhavo e da APA.
A Cimpor quis demonstrar como estavam a ser executadas as medidas implementadas para solucionar o problema da poluição pelo Petcoke.
Para começar, o barco era mais pequeno, sendo depositado menos produto no cais e com a promessa de que será retirado até sexta, dia 20, sendo, depois, o cais limpo dos desperdícios.
A descarga fazia-se cuidadosamente, levando o balde da grua até ao contacto com a pilha e só depois era aberto e, ao mesmo tempo, era para aí direccionado um jacto de água de alta pressão para evitar as poeiras. Simultaneamente havia um canhão de água pulverizada, a funcionar continuamente, sobre a pilha de Petcoke, evitando a dispersão de partículas.
Os camions, de imediato, eram cobertos, evitando perdas pela estrada. As rodas dos veículos serão lavadas, mas com o cuidado de evitar escorrências para a Ria.
A ADIG tem a certeza de que, se todas as manobras de carga e descarga do Petcoke, continuarem a ser feitas com os cuidados demonstrados, haverá uma melhoria substancial na qualidade de vida das populações, pelo que se congratula com a presença, desde já, dum funcionário da Cimpor em permanência, a fiscalizar todas as etapas do processo e da garantia, dada pelo Dirigente da Socarpor, de que tudo será feito para cumprir com as normas de movimentação deste tipo de produtos.
O Presidente da ADIG não pode deixar de referir que ficou mais tranquilo com as medidas adoptadas mas, voltou a lembrar que, além destas, é indispensável, para protecção da saúde e das habitações das gentes da Gafanha, a colocação duma barreira contra os ventos dominantes de Norte e Noroeste. Os Representantes da Cimpor garantiram que ia ser feita e de que estava a ser estudada a melhor forma de a executar.
A ADIG está vigilante e vai continuar a defender a Gafanha e a sua população.
Pela ADIG, os presentes: 
Humberto Rocha 
João Aristides Marçal
Maria da Graça Oliveira 
João Vilarinho das Neves
Humberto Manuel Vieira






28 de fevereiro de 2015

PETCOKE – a CIMPOR reuniu com a ADIG


A CIMPOR reuniu com a ADIG, na Gafanha da Nazaré, para debater os problemas do PETCOKE, por forma a minimizar os efeitos prejudiciais à saúde dos habitantes e à sujidade que invade as suas casas. 

Na Reunião, efectuada na Junta de Freguesia, estiveram presentes pela Cimpor, quatro individualidades: o Administrador, o Responsável pelas Operações Portuárias, o Director da Fábrica de Souselas e a Técnica Ambiental

Pela ADIG, Humberto Rocha e João Vilarinho das Neves

Pela Junta da Gafanha da Nazaré, o Presidente Carlos António, uma Representante da Câmara Municipal de Ilhavo e uma Representante da Administração do Porto de Aveiro.

A deslocação da Delegação da Cimpor para dialogar connosco demonstra a justeza das nossas reivindicações e o respeito pela nossa luta, mas também, temos de reconhecê-lo, o interesse da Cimpor em resolver os problemas levantados pela movimentação do Petcoke, na nossa Terra. 

A troca de impressões decorreu muito bem, comprometendo-se a Cimpor a implementar todas as medidas já descritas no Projecto de Licenciamento, bem como as que foram indicadas na Nota da Cimpor de 18-02-2015. 

Como medidas adicionais, mas muito importantes são: a presença dum funcionário da Cimpor, em permanência, durante a carga e descarga, para que sejam cumpridas todas as regras do bom manuseio do produto e a garantia de que, quando o vento estiver mais forte, as operações de carga e descarga são suspensas.

O Presidente da ADIG regista com muito agrado, a disponibilidade da Cimpor para a solução deste problema, bem como ter a seu lado a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal e a APA.

No final da Reunião a ADIG entregou um documento ao Senhor Administrador da Cimpor com as medidas que considera indispensáveis para minimizar os efeitos nefastos da movimentação do PETCOKE, algumas já implementadas e outras que esperamos sejam satisfeitas. 

HRocha

documento:




15 de outubro de 2012

ROMAGEM À NOSSA SENHORA DE VAGOS


Organizada pela ADIG, realizou-se no dia 14 de Outubro a romagem ciclista à Senhora de Vagos. O tempo não ajudou e, por isso, só meia dúzia de ciclistas mais afoitos se deslocaram ao Santuário. Os restantes peregrinos viajaram de carro, ficando a capela muito composta. Ao todo deveriam estar 30 pessoas.
O acolhimento do público foi caloroso, se tivermos em conta as palmas que bateram mesmo a meio de um cântico e pelos parabéns dados no final da actuação.

Prevíamos ficar para almoçar nas mesas do Santuário mas a chuva não o permitiu. Fica para o ano.
Seguem-se o texto e o poema lidos na capela.

Pelo segundo ano consecutivo, aqui viemos ao encontro da fonte das nossas raízes. Daqui saíram, há mais de dois séculos, alguns dos nossos antepassados. Essa gente de rija têmpera, que foi em busca de melhor vida, em momentos de maior aflição unia-se em preces fervorosas à Nossa Senhora de Vagos e assim encontrava o lenitivo para as suas maiores canseiras, que muitas eram noutros tempos. Mesmo vivendo por lá, até certa altura aqui se casavam, aqui baptizavam os seus filhos e aqui eram enterrados. Por aí vinham, alguns pelo “carreiro do meio”, outros pelas dunas palustres, desabrigadas, ou em barcos pelo Rio Boco acima. Assim foi até 31 de Dezembro de 1853.

Toda essa gente, destemida, sempre com muita freima, soube transformar dunas estéreis em terrenos de pão, o que na altura ficou conhecido por “Milagre da Gafanha”.

É em nome daqueles que há muito nos deixaram que aqui viemos em romagem como em tempos pretéritos faziam, a pé, de alcofa à cabeça, os nossos familiares.
Muito obrigado, Senhora de Vagos, por todo o consolo que lhes deste.

A nossa actuação começa com um poema de Ercília Amador, sob o título “As Mãos da Nossa Gente”, que retrata bem o viver de outros tempos.

Depois deste belo poema, lido por Cristina Araújo, continuaremos a nossa actuação com a guitarrada “Variações em Ré Menor”, de Jorge Tuna, e três fados de Coimbra. O primeiro, da autoria de Luis Goes, intitula-se “Rezas à Noite” e é interpretado por mim. Em seguida, ouviremos “Igreja de Santa Cruz”, cantado por Nelson Calção. Para finalizar, o Rogério Fernandes cantará o fado secular “Nossa Senhora de Vagos”, de Armando d’Eça. 

A encerrar esta parte musical da manhã, actuará o Grupo Coral da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, cantando três canções: “Saudade”, do cancioneiro açoriano; “Bairro Negro”, de José Afonso; e “Milhões de Barcos”, música de Cartagena e letra de Manuel da Fonseca. 

Assim, em união espiritual com os nossos antepassados, e sob a protecção da Senhora de Vagos, comecemos a nossa actuação musical.

AS MÃOS DA NOSSA GENTE

Sem descanso ou interrupção,
Da praia fizeram chão.

Provaram do mar o sal,
Da ria o travo e o moliço.

Leiras de terra cavaram.
Cricos e navalhas colheram.

Barcos e casas ergueram
E todos se ajudaram.

Caminhos árduos rasgaram,
E no mar muito forcejaram.

Angústias e dores sofreram,
Feridas e mortes aguentaram.

Penaram...maus tratos passaram,
Mas parar...nunca pararam.

       E a nossa terra moldaram!

São mãos que cavam,
Que colhem e que semeiam.

Mãos que pescam e que remam,
Que bordam e que ponteiam.

Mãos que enfardam, que volteiam,
Que amassam, cozem e salteiam.

Mãos que conduzem a traineira,
Ou que calafetam a bateira.


Mãos que pintam, bordam e costuram,
Que tecem, bordejam, colhem e forcejam.

Mãos que acariciam os filhos,
Que avançam com seus cadilhos.

Mãos que conduzem, ensinam e amparam,
Que acenam, consolam e afagam.

Mãos que comandam a lida.
Mãos que modelam a vida.

Mãos enrugadas, calejadas,
Batalhadoras e magoadas,

Algumas jovens, sonhadoras...
Outras cansadas, sofredoras.

São as infatigáveis obreiras,
Os pilares do nosso chão.

São as mãos da nossa gente,
O milagre da criação.
     
                 Ercília Amador