30 de julho de 2012

CURIOSIDADES SOBRE A PRAIA DA BARRA

Há dias, em amena cavaqueira sobre os limites da Gafanha da Nazaré, assunto tão “badalado” ultimamente, surgiu a questão: “Afinal onde começa a (localidade) Barra?”. Ao que se fala, parece que começa em local móvel porque muda conforme convém e… ao povo nada é dito. Muitos se lembrarão que a placa de indicação da Barra se situava (mais ou menos) perto do palheiro de José Estêvão. Entretanto foi encurtando, encurtando e presentemente, segundo pesquisas de gente interessada, começa onde está situado o único Banco da Praia. Ora bem, qualquer dia, quando dermos por ela, a Barra é apenas e só a “entrada estreita de um porto” com um farol… por sinal, o melhor e mais bonito.

Dado que vivi meio século da minha existência na Praia da Barra, (os meus pais para construírem a casa onde sempre vivemos ainda tiveram que cortar alguns pinheiros da quinta do Quintino) lembro como esta (praia) era famosa, procurada e muito, muito frequentada (gente nacional e internacional), tanto para lazer como por indicação médica. Ultimamente tenho sentido como que uma minimização desta Praia dando-se grande destaque e relevo a outras com investimentos de grande vulto, publicidade etc. em detrimento da Praia da Barra. Sou a favor do progresso, do investimento, mas de forma equilibrada. Não é necessário “reduzir” esta, afinal tão antiga, para evidenciar outras. Pelo contrário, deve-se respeitar a tradição, conservar/rentabilizar o que sempre foi bom e apostar na generalidade dos melhoramentos. Tanto a praia Velha como a praia Nova na Barra, valem por si só.

Foi neste contexto, e “as palavras são como as cerejas” que recuámos ao tempo em que a Barra era toda ela, uma enorme quinta pertença do Comandante Azevedo e Silva. Ao ser hipotecada (contam os mais antigos) ficou a pertencer a Carlos Roeder o homem dos Estaleiros de S. Jacinto. Muitos destes terrenos foram vendidos a 25 tostões o metro, aos trabalhadores dos Estaleiros, sendo-lhes descontado aos poucos no salário. Portanto a quinta do Quintino (este senhor seria como que o procurador ou representante legal do Comandante), era apenas uma parte da então enorme quinta, hoje toda ocupada com construções habitacionais e outras. Resta o pinhal que é atualmente o conhecidíssimo, parque de campismo. 

Há ainda outras e são muitas curiosidades… sobre a construção dos carris na Barra para transportar a pedra nos comboios, para as “Obras da Barra - Molho Sul”; sobre as duas secas do bacalhau, Lutador e Coimbra; a Fábrica de Conserva de Peixe; o edifício da Assembleia onde se reuniam importantes personagens do Estado Novo, sendo o rés-do-chão ocupado para o funcionamento do 1º ciclo (escola primária) …enfim, a Praia da Barra tem uma história riquíssima, por tudo isto não pode, nem deve ser olhada de uma forma redutora, minimalista, mas sim, olhada pela sua grandiosidade, por aquilo que sempre foi e é. Defina-se de uma vez por todas onde começa e onde acaba e disso, dê-se conhecimento. Como em tudo na vida, há que estabelecer limites para uma melhor organização. 

Entretanto…É linda a Praia da Barra! O seu majestoso e imponente Farol “ilumina” tudo em redor!!!

Graça Oliveira

20 de julho de 2012

Sessão de esclarecimento sobre os limites da Freguesia da Gafanha da Nazaré

Esta Sessão de Esclarecimento ocorreu no Salão Nobre da Junta de Freguesia, no dia 18 de Julho de 2012. Foi um Sessão muito concorrida, na qual estiveram presentes 117 concidadãos.

O presidente da ADIG começou por explicar, o que ocorreu com os limites de freguesia entre 1911 e 2011. Das suas palavras salienta-se o seguinte:

1) A única freguesia do concelho que tem aprovado um “Auto de Delimitação” é a da Gafanha da Nazaré. Este documento, datado de 1911, é da autoria da CMI e foi aprovado pelo Governo Civil de Aveiro.

2) Em 1947 foi criada uma comissão, liderada pelo Mestre Manuel Maria Mónica, visando passar a nossa freguesia para o concelho de Aveiro, por a CMI não estar a respeitar os gafanhões. Houve mesmo uma manifestação de centenas de pessoas em frente ao Governo Civil de Aveiro.

3) Em 1956, o Sr. Bispo de Aveiro, respondendo a uma petição feita pelos párocos de S. Salvador, Nazaré e Encarnação, que solicitavam que a capela de Santo Isidro passasse a ser gerida pela paróquia de S. Salvador, despachou do seguinte modo: “não havendo motivos de interesse ou sentimentos locais que possam obstar à realização do intento, a Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, como ela se encontra constituída, ficará pertencendo, desta data em diante, à freguesia de Ílhavo”. Muito provavelmente o Sr. Bispo quereria dizer “ficará pertencendo à paróquia de S. Salvador, de Ílhavo”.
   
4) Em 1969, quando a Gafanha da Nazaré subiu a vila, foi elaborado um mapa de limites que, por não ter saído no Diário do Governo, não é acolhido com bons olhos pelos autarcas contemporâneos, apesar de toda essa documentação permanecer nos arquivos da CMI!

5) Em 1981, a CMI elaborou no seu Gabinete de Urbanização uma carta (CMI GU 810407 AM – DT 57) com novas delimitações, tencionando trazer os limites da Gafanha da Nazaré, na Remêlha, para o local onde até Janeiro de 2011 esteve uma placa esverdeada, do BPA. Entre a Barra e a Costa Nova, os limites transitariam da curva da Biarritz para próximo do Banco Montepio, da Barra!!!

6) Ainda em 1981, como a CMI não podia fazer seguir este documento por falta das assinaturas dos membros da Junta e Assembleia de Freguesia da Gafanha da Nazaré, um grupo de falsários, autodenominados “Comissão de Colonos e Moradores da Colónia Agrícola da Gafanha”, deu entrada no Governo Civil de um ofício, pedindo a revisão dos nossos limites de freguesia! E, coisa estranha (!), este documento, assinado por um falso regedor de freguesia – cargo extinto há sete anos – em representação de uma “comissão” que não representava 0,1% da população da Gafanha, “estabeleceu” os limites de freguesia contra a vontade da CMI e da JF da Gafanha da Nazaré. Mas que força tão estranha é esta, que suplanta o poder legalmente instituído?!

7) Com vista a tentar oficializar esta nova delimitação, sem o conhecimento da nossa Junta de Freguesia, diz-se que as ilegalidades atingiram tal proporção que “mão invisível” teve a desfaçatez de, numa data que deve situar-se entre 1981 e 1983, alterar o traçado existente nas cartas topográficas à guarda dos antigos Serviços Geográficos Cadastrais (hoje IGP). Esta ilegalidade, provavelmente cometida por um funcionário desses antigos Serviços, contratado ou integrado no tal grupo de gente de mau porte há pouco mencionada, em conluio com alguém pertencente aos quadros da Comissão do Poder Local e Administração Interna da Assembleia da República, efectuou tais ilegalidades só possíveis através de uma teia muito bem montada. Estas movimentações redundariam, sempre, em benefício de outras freguesias, com o oportuno “milagre” de toda a documentação anterior, referente a este processo, ter desaparecido do Instituto Geográfico Português!!! Dele, segundo informação do director do IGP, nem um simples papel lá se encontra! Estes deploráveis actos deveriam ter sido averiguados pela polícia e os seus autores exemplarmente punidos com o cárcere.

8) A partir de certa altura, contra o que seria admissível esperar, a CMI aceitou este fraudulento traçado de limites! E tanto assim teria sido, que no estudo do PDM de 1991, e no DR n.º 20, II Série de 24/01/1996, pág. 1.218, lá aparecem os limites estudados no Gabinete de Urbanização da CMI em 1981.
Mas mais uma vez estes limites não passam de letra morta, por não terem passado pela Assembleia da República, nem pela Junta nem pela Assembleia de Freguesia da Gafanha da Nazaré!!! Pergunta-se: que rigor há nos Censos efectuados desde 1981, se as freguesias do concelho de Ílhavo não são oficialmente reconhecidas?! Que pensam os nossos autarcas de tudo isto, ao alimentar uma tramóia perpetrada há 30 anos por indivíduos sem escrúpulos?! Para a consciência humana uma fraude não prescreve com o tempo...é sempre fraude até ao infinito, e, pior ainda, se é alimentada por pessoas que já sabem o que ocorreu anteriormente...

9) Os limites da nossa freguesia, postados nas cartas do Instituto Geográfico Português, resultam dos Censos de 2001 (!!!) por até aí nada de oficial existir relativamente a isso. Mas também estes, por não terem passado pela Junta e Assembleia de Freguesia da Gafanha da Nazaré, não puderam ser validados pela Assembleia da República, o que mais uma vez os inviabiliza! Segundo o IGP, são limites provisórios. E assim, alimentando-se uma fraude, a Junta de Freguesia de S. Salvador recebe mais da autarquia do que as outras três freguesias do concelho juntas!!!
 
Por tudo o que acaba de ser dito, só resta aos Presidentes das Juntas de Freguesia do concelho de Ílhavo sentarem-se em redor da mesma mesa e negociarem os limites das terras para as quais foram eleitos, mas nunca nas costas da população, como até aqui tem acontecido.

Seguiu-se um debate entre os presentes, no qual se inscreveram 27 pessoas, que durou hora e meia.

Foi também com agrado que vimos na plateia a Presidente da Assembleia de Freguesia, Margarida Ferraz Alves, que manifestou a sua opinião relativamente a este assunto, integrando-se neste movimento de apoio à Gafanha da Nazaré.

16 de julho de 2012

LIMITES DA FREGUESIA DA GAFANHA DA NAZARÉ

Razões da Nossa Indignação
 
Como sabemos, a freguesia da Gafanha foi criada por Decreto Real de 23 de Junho de 1910. Interpretando à letra o referido Decreto, a freguesia acabada de criar englobava toda a península da Gafanha até ao limite do concelho de Vagos! Por essa razão, o Governador Civil de Aveiro mandou proceder à delimitação da nova freguesia da Gafanha, então designada por Cale da Vila ou de Nª Srª da Nazaré, o que é prova insufismável da existência e da veracidade do Auto de Delimitação de 1 de Maio de 1911, que alguns teimam em desmentir ou ocultar.

Aquando da criação da Colónia Agrícola da Gafanha pelo Decreto-Lei 27207 de 16/11/1936, esta ficou localizada em área das freguesias da Gafanha da Nazaré (a parte mais significativa e com maior número de fogos), da Gafanha da Encarnação e Gafanha de Aquém (S. Salvador).

Até 10 de Dezembro de 1956, o culto da capela de Stº Isidro, padroeiro dos agricultores (hoje Srª dos Campos), esteve a cargo da paróquia da Gafanha da Nazaré. Só nessa data, por iniciativa do Bispo da Diocese de Aveiro, foi celebrado um "acordo de cavalheiros", a que chamaram Decreto, entre os párocos das três paróquias envolvidas (Nazaré, Encarnação e Ilhavo), que terminava assim: "(...) a Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, como se encontra constituída, ficará pertencendo, desta data em diante, à freguesia de Ilhavo" – como sabemos esta freguesia não existe(!) – por ser aquela que tinha mais padres disponíveis. Foi este acordo que levou os Ilhavos a considerarem-se donos da Colónia, como se esse acordo entre membros da Igreja fizesse lei, como lhes convém!
 
Vários documentos complementares, comprovam a força da nossa razão, a saber:

- Uma escritura pública lavrada em 23/02/1939, na Secretaria Notarial de Aveiro, refere que uma propriedade situada junto ao aqueduto da vala por onde esgotava a fábrica Paolo Cocco, se encontra registada na CRP, em Remelha da freguesia da Gafanha da Nazaré (se a formos agora pedir, é-nos fornecida como de pertencesse à freguesia de S. Salvador!);
    
- O Ministério da Agricultura refere no Alvará de Cedência dos terrenos do Complexo Desportivo em 1976, como sendo uma parcela situada no Centro de Colonização da Gafanha, na freguesia da Gafanha da Nazaré; 

- Outra escritura pública lavrada no 1º Cartório da Secretaria Notarial de Aveiro, em 29/04/1981, refere o Casal 39 (confinante a poente com Schoenstatt), como freguesia da Gafanha da Nazaré; 

- A Escola primária da Colónia Agrícola, aquando da sua criação, integrou a rede de escolas da Gafanha da Nazaré. Era assim que aparecia nos concursos para professores; 

- A GNR sempre foi designada oficialmente por Guarda Nacional Republicana da Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré; 

- Vários outros documentos oficiais, mencionam a Colónia Agrícola da Gafanha ou da Gafanha da Nazaré.

Relativamente à BARRA:     

- Em 1949, procedeu-de à Delimitação da Quinta da Barra pelo norte e nascente. Tratava-se de uma propriedade indivisa da firma Azevedo & Rocha, Lda, sita na freguesia da Gafanha conforme escritura de posse, lavrada em 1860 e que se estendia a partir de 50 m do actual paredão da Meia-Laranja, pela poligonal da ria a nascente, até convergir com a curva da EN 109/7, nas proximidades da actual Biarritz! Quem não se lembra da chamada Quinta do Quintino, actual Parque de Campismo da Barra?... 
Essa quinta foi a última parcela da Quinta da Barra!
 
Este arrazoado foi o resultado de uma pesquisa exaustiva a cópias dos vários documentos que tenho em meu poder.
 
 
Um povo que não conhece a sua história,
é um povo sem futuro!...

Gafanha da Nazaré, 16 de Julho de 2012

Armando Cravo

13 de julho de 2012

Limites de Freguesia - sessão de esclarecimento

Caro concidadão:

No próximo dia 18 de Julho, quarta-feira, vai realizar-se, pelas 21H00, no Salão Nobre da Junta de Freguesia, uma sessão de esclarecimento para dar a conhecer a versão da ADIG relativamente aos “Limites de Freguesia da Gafanha da Nazaré”.

Nesta sessão de esclarecimento será feita a comparação entre os limites estabelecidos pelo “Auto de Delimitação” da freguesia, em 1911, e os que a CMI vem usando, por sua iniciativa, nos censos de 1981 a 2011, sem qualquer acordo com as freguesias e homologação pela Assembleia da República.

Como é óbvio, a ADIG defende como acto de maior justiça para a Gafanha da Nazaré a atribuição das delimitações iniciais. Por esse motivo, convidamo-lo a comparecer nesta palestra, onde, para além de se inteirar da situação actual, poderá manifestar a sua opinião no sentido de se encontrar a melhor solução para este problema, que já se arrasta há 42 anos!!!

Aceite os meus cumprimentos, em nome da ADIG.

Júlio Cirino

30 de maio de 2012

Actividades da ADIG nos últimos tempos

Gostaríamos de dar a conhecer aos nossos associados e simpatizantes o desempenho da ADIG nos últimos tempos. O nosso trabalho incidiu mais sobre os seguintes pontos:

Dia Mundial da Poesia - Decorreu com grande brilho, a 21 de Março, no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, se tivermos em conta o número de espectadores, as felicitações dadas pessoalmente no final do espectáculo e pelo correio electrónico recebido, estimulando-nos a continuar.

Concurso "Um Hino à Gafanha da Nazaré" - Está a chegar ao fim. Já recebemos músicas para a letra escolhida pelo júri constituído por membros da ADIG, da CMI e da Junta de Freguesia.

Limites de Freguesia - depois de termos contactado várias entidades oficiais, viemos a saber que os limites de freguesia da Gafanha da Nazaré, postos nas cartas do Instituto Geográfico Português, advêm dos Censos de 2001! Até aí nunca houve demarcação oficial de qualquer freguesia do concelho de Ílhavo!!! E, para nós, continua a não haver, uma vez que, por não terem passado pela Assembleia de Freguesia da Gafanha da Nazaré, para aprovação, muito menos poderiam ser validados pela Assembleia da República. Agora sá resta aos Presidentes da Junta do concelho discutirem seriamente este assunto, partindo da "estaca zero". 

APA - Enviámos dois ofícios ao Porto Comercial, manifestando o nosso mal-estar pela poluição que produzem. Só responderam ao primeiro. Mesmo depois de reformularmos o pedido, continuou a não haver resposta! Assim sendo, e porque nos continuamos a sentir incomodados pelas poeiras que nos entram sem convite em casa, vamos oficiar as instituições superiores manifestando-lhes  mais uma vez o nosso descontentamento.

"Semana da Cidade em Festa" - em vão tentámos comemorar a subida da Gafanha da Nazaré a cidade, por a Autarquia não nos ter permitido realizar o que pretendíamos.

Ficamos abertos a qualquer sugestão que nos permita avançar mais e melhor, ao mesmo tempo que recomendamos a consulta do nosso blog, através do qual se poderá acompanhar a par e passo o nosso dia-a-dia.

Com os nossos melhores  cumprimentos

Júlio Cirino

29 de maio de 2012

ADIG - canal no YouTube

A ADIG, num esforço para fazer chegar mais informação à população da Gafanha da Nazaré, criou um canal no YouTube.
Quando se entra no site do canal, aparece de imediato o vídeo em destaque, com uma imagem semelhante àquela que agora enviamos.
 
Para subscrever o canal, clicar no botão com a seta indica ---> SUBSCREVER. Após esta operação, sempre que a ADIG publicar um vídeo, receberá na sua caixa de correio electrónico um e-mail avisando-o que existe nova informação a aguardar a sua consulta. Muito cómodo e "ao alcance de um simples clique".
Pede-se o favor que esta informação seja divulgada pela população da Gafanha da Nazaré, quer na página do facebook ou simplesmente reenviando a notícia por e-mail. Vai valer a pena...
Para aceder ao canal clicar aqui --> http://www.youtube.com/user/adigcanal?feature=results_main


22 de maio de 2012

A ADIG FOI À ESCOLA

A ADIG foi à Escola da Chave. Manhã diferente, chilreada, entrecortada pela admoestação das professoras.

Convidámos para esta acção o Manuel Serafim, que mostrou como se constrói um papagaio, como se faz uma bola de trapo, como se joga à malha, ao pião, aos calarotes, à macaca, etc.

A aderência da pequenada foi total. 

Por tal motivo, a ADIG está à disposição de outras escolas e instituições da nossa cidade ou de quem entenda solicitar os nossos préstimos.

18 de maio de 2012

GAFANHA DA NAZARÉ: Sala de Visitas do Concelho Ílhavo

Sob a égide da Federação Portuguesa de Triatlo, realizou-se, no dia 13 de Maio, no Jardim Oudinot da Gafanha da Nazaré, o Campeonato Nacional de Clubes de Aquatlo (natação + corrida) e o Campeonato Nacional Jovem. Mais uma vez algumas equipas andaram por Ílhavo à procura de uma prova que se realizava na nossa cidade! Os autarcas ilhavenses, ao escamotear o nome da Gafanha da Nazaré, além de desrespeitarem a memória daqueles que tiveram a ousadia de desbravar estas terras, continuam a pregar partidas aos forasteiros. 

Alguns concorrentes com quem tivemos a oportunidade de privar, vieram para aqui convencidos que a prova estava a decorrer na cidade de Ílhavo!!! Começando pelo nome do evento – Aquatlo Ílhavo – acabando no palco para a distribuição dos prémios, tudo estava preparado para iludir os visitantes! 

Que interesses levam a CMI a agir desta maneira? Será que lhes custa admitir que a Gafanha da Nazaré é umas das principais salas de visita do concelho de Ílhavo?!

Perguntamos: quando é que a Junta de Freguesia da nossa cidade se liberta da castração que lhe foi imposta, e faz valer os seus direitos, exigindo que o nome da nossa cidade seja mencionado em todos os eventos que por aqui se realizem? Não se trata de retirar o nome de Ílhavo, sede de concelho, mas sim acrescentar o nome da nossa cidade. Senhor Presidente da Junta: basta colocar mais uma tarja. Se o fizer contará com o apoio de todos os gafanhões...



15 de maio de 2012

SENTADO NO MEU SOFÁ


Sentado no meu sofá estou a lembrar-me do centenário da criação da freguesia da Gafanha da Nazaré. Isto trouxe-me à ideia artigos que escrevi chamando a atenção para os limites da freguesia. Ao comemorarmos esta data, não podemos deixar de pensar e homenagear os Homens desta terra que participaram com as autoridades administrativas na delimitação da freguesia; mas que tipo de homenagem poderemos nós prestar se menosprezámos aquilo por que lutaram, acreditaram e concretizaram?
Todavia, já se homenageou o Sr. Prior Sardo, o qual, na sua qualidade de pároco da freguesia da Gafanha, juntamente com os senhores Samuel Tavares Maia, administrador do concelho de Ílhavo, Augusto do Carmo Cardoso Figueira, escrivão, P.e Manuel Branco de Lemos, pároco da freguesia de Ílhavo, Eduardo Craveiro presidente da comissão municipal administrativa, José Ferreira de Oliveira presidente da comissão paroquial da Gafanha e João dos Santos Patoilo, presidente da comissão da freguesia de Ílhavo, delimitaram a recém criada freguesia em cumprimento do ofício n.º 430 de 12 de Abril de 1911 do Excelentíssimo Governador Civil.
Os limites ficaram bem claros e nunca ofereceram qualquer dúvida a quem quer que fosse, e nunca foram postos em causa, desde as freguesias limítrofes (as directamente interessadas), às autoridades concelhias, distritais ou mesmo nacionais.
Porém, numa cambalhota que ninguém entendeu, os limites foram adulterados com grande prejuízo para a freguesia que viu a sua área drasticamente reduzida, sem que houvesse qualquer atitude de repúdio por tal vandalismo pelas autoridades locais, por pura subserviência partidária, pois que tal acção não poderia ser acatada se razões “mais altas” se não se tivessem levantado: PURO SERVILISMO POLÍTICO e o mais completo desrespeito pelos cidadãos que deram o seu voto de confiança a quem os representasse, passando com todo o despudor por cima do que havia sido determinado pelos respeitáveis cidadãos que nas funções que desempenhavam, foram encarregados te tal demarcação.
Será, que lá no assento etéreo onde repousam, ficarão satisfeitos com esta pretensa homenagem que deveria ser de gratidão e reconhecimento pelo trabalho realizado?
E é com amargura que constato que as coisas se irão manter tal como estão, pois o bairrismo e o amor pela terra que nos viu nascer, ou nos adoptou e nos tratou como se seus filhos naturais fôssemos, de há muito que se perdeu. Todavia, tenho esperança que um dia a história julgue e justiça seja feita. A impunidade não pode ser eterna. Sempre ouvi dizer que “ a justiça pode tardar, mas não falha”. Oxalá assim seja.
Veio-me à mão um tríptico – “Gafanha da Nazaré 100 Anos / 1910-2010” –, sobre as comemorações que na última página têm um lapso que urge emendar se querem ser realistas e objectivos: onde referem no último parágrafo ”... continuando a Gafanha da Nazaré a crescer até aos dias de hoje, para bem das suas gentes e, também, de todo o Município de Ílhavo” deverá ser corrigido para “... começando a Gafanha da Nazaré a DIMINUIR até aos dias de hoje, não para bem das suas gentes, mas da freguesia que constitui a sede do Município” e assim retratariam a actual situação.

Manuel Óscar da Rocha Fernandes







12 de maio de 2012

Impôe-se questionar o que será qualidade vida

A Gafanha está a pagar um preço elevado pelo desenvolvimento da região ou, posto doutra forma, a dar um tiro no próprio pé. Note-se que sou apologista do desenvolvimento e modernização mas, sempre feito dum modo sustentável e com respeito pelo passado cultural dum povo e sem pôr em causa o balanço dos eco-sistemas envolventes. Contrapartidas para a Gafanha, que deveriam existir (Alindamento da cidade com locais ajardinados e propícios ao lazer da população, saneamento, requalificação de vias tendo em conta a segurança de peões e ciclistas, etc.) não se vislubram. Cenário que faz lembrar, por análogo, as poluídas Seixal e Barreiro de fins séc XX em proveito da Região de Lisboa. Aqui, no nosso caso, as mais beneficiadas a serem Ílhavo e Aveiro. Sem alguma conotação partidária, relembro o Dr. Humberto Rocha, um dos poucos, na altura, a levantar a voz contra a destruição do Esteiro Oudinot com o seu adjacente jardim que, do Forte até à Ponte do Egas, poderiam servir duma barreira natural aos agravos provenientes duma estrutura como o Porto Comercial. Num futuro próximo protecção, também, da "Besta" de Indústria Pesada e altamente poluidora que se irá instalar nos terrenos onde hoje está o areal (já) de má memória.
Impôe-se questionar o que será qualidade vida. Apenas ter em conta o factor económico e desvalorizar de todo a necessidade dum ambiente sadio e propício à vivência do ser humano? Talvez que a virtude esteja no balanço dessas duas componentes...Assim haja discernimento na população da Gafanha para lutar pelo seu bem estar e que o futuro encerre para a liderança da Câmara Municipal de Ílhavo gente Honesta e de Carácter Altruista que ouça os seus munícipes e nao se esgote em devaneios efémeres e inconsequentes.

Valter Magueta