1 de fevereiro de 2012

Um Hino à Gafanha da Nazaré (regulamento do concurso)

Introdução
A ADIG – Associação para Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré, ao promover o presente concurso, tem como objetivo a produção de um Hino à Cidade da Gafanha da Nazaré.

O concurso “Um Hino à Gafanha da Nazaré” decorrerá em duas fases. Na primeira será escolhida a letra do hino. Na segunda será escolhida a música do hino, que terá como base a letra anteriormente selecionada.


1ª Fase
 
Letra para “Um Hino à Gafanha da Nazaré”


1. Participantes
1.1. O concurso está aberto à participação de todos os interessados.
1.2. A letra será apresentada em língua Portuguesa.


2. Condições de participação
2.1. Os trabalhos concorrentes serão preferencialmente enviados por correio eletrónico para o endereço adi.gafanha@gmail.com até às 24 horas do dia 5 de março de 2012.
2.2. Serão enviados dois anexos (em formato pdf, doc ou docx): no primeiro constará o trabalho concorrente subscrito com um pseudónimo que não identifique o autor, e no segundo a identificação do autor (ou autores), onde conste o nome completo, a data de nascimento, a morada, o contacto telefónico e o e-mail.
2.3. Os trabalhos poderão ainda ser enviados por correio para:


ADIG - Concurso “Um Hino à Gafanha da Nazaré”
Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré
Avenida José Estevão, 494
3830-556 GAFANHA DA NAZARÉ 


com data de carimbo até 5 de março de 2012. Nesse caso a identificação do autor constará de um envelope fechado e subscrito no exterior com o pseudónimo usado no trabalho.

3. Critérios de seleção
3.1. Os critérios de seleção dos trabalhos (com igual ponderação) são os seguintes:
- Criatividade e originalidade;
- Relevância das referências à Gafanha da Nazaré;
- Qualidade do texto.
3.2. O Júri poderá decidir pela não atribuição do prémio, caso considere que nenhum dos trabalhos enviados a concurso apresenta qualidade suficiente.
 

4. Prémios 
4.1. O vencedor terá direito:
- a um vale, no valor de 100 euros, para compras na Livrapal, Livraria e Papelaria;

- a assistir à apresentação pública da sua Letra para “Um Hino à Gafanha da Nazaré” no espetáculo a decorrer no dia 21 de março, Dia Mundial da Poesia, no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré;
- à publicação, no blogue da ADIG e em jornais locais, da sua letra para “Um Hino à Gafanha da Nazaré”.
- a participar na escolha, como membro do júri, da música para “Um Hino à Gafanha da Nazaré”;
- a assistir à apresentação pública de “Um Hino à Gafanha da Nazaré”, no dia 31 de agosto de 2012 .
4.2. O prémio (vale) será entregue no dia da divulgação pública do hino completo – 31 de agosto de 2012.

2ª Fase
 

Música para “Um Hino à Gafanha da Nazaré”

5. Participantes
5.1. O concurso estará aberto à participação de todos os interessados.
5.2. A letra a musicar estará disponível no blogue da ADIG (http://adig-blog.blogspot.com) a partir de 22 de março de 2012.
5.3. Os trabalhos entregues devem contemplar uma pauta com a música e letra do hino e uma versão áudio. 

 
6. Condições de participação
6.1. Os trabalhos concorrentes serão preferencialmente enviados por correio eletrónico para o endereço adi.gafanha@gmail.com até às 24 horas do dia 18 de maio de 2012.
6.2. Serão enviados três anexos: no primeiro constará a pauta subscrita com um pseudónimo que não identifique o autor, no segundo o ficheiro áudio e no terceiro a identificação do autor (ou autores) onde conste o nome completo, a data de nascimento, a morada, o contacto telefónico e o e-mail.
6.3. Os trabalhos poderão ainda ser enviados por correio para:

 
ADIG - Concurso “Um Hino à Gafanha da Nazaré”
Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré
Avenida José Estevão, 494
3830-556 GAFANHA DA NAZARÉ
 

com data de carimbo até 18 de maio de 2012. Nesse caso, o ficheiro áudio será apresentado em CD e a identificação do autor constará de um envelope fechado e subscrito no exterior com o pseudónimo usado no trabalho.

7. Critérios de seleção
7.1. Os critérios de seleção dos trabalhos (com igual ponderação) são os seguintes:
- Criatividade e originalidade;
- Qualidade da melodia;
- Adequação à letra.
7.2. O Júri poderá decidir pela não atribuição do prémio, caso considere que nenhum dos trabalhos enviados a concurso apresenta qualidade suficiente.
 

8. Prémios 
8.1. O vencedor terá direito:
- a um vale, no valor de 100 euros, para compras na loja Arte & Som;
- a assistir à apresentação pública de “Um Hino à Gafanha da Nazaré”, no dia 31 de agosto de 2012 .
8.2. O prémio será entregue no dia da divulgação pública do hino completo – 31 de agosto de 2012.

 

Disposições gerais
 
9. Disposições gerais
9.1. Não serão admitidos a concurso trabalhos cujos conteúdos constituam plágio. 
9.2. Cada participante poderá enviar mais do que um trabalho concorrente, mas nesse caso terá que enviá-los separadamente e sob pseudónimos também diferentes.
9.3. A participação no concurso pressupõe a aceitação das regras deste regulamento.
9.4. O júri, em cada categoria será constituído por pelo menos três elementos convidados pela direção da ADIG.
9.5. Das decisões do júri não haverá recurso.
9.6. Apenas os vencedores serão previamente informados, por e-mail, do resultado do concurso.
9.7. Os prémios serão considerados o pagamento dos direitos de autor para qualquer utilização dos trabalhos premiados pela ADIG.
 

10. Pontos omissos
10.1. Caberá ao júri e à direção da ADIG decidir sobre os casos omissos ou dúvidas de interpretação relativamente a este regulamento.
10.2. Para mais informações sobre o concurso, poderão os interessados contactar a direção da ADIG através do e-mail adi.gafanha@gmail.com.

 

Gafanha da Nazaré, 31 de janeiro de 2012

 

22 de janeiro de 2012

BALANÇO DAS ACÇÕES DA ADIG NA VIGÊNCIA DESTA DIRECÇÃO


Começamos com um aceno de simpatia à Direcção cessante, presidida pelo Sr. Capitão Óscar Fernandes, que procurou trabalhar pelo engrandecimento desta terra, que nos é tão querida, permitindo dar continuidade a um movimento cívico que já tem 18 anos de existência.

A nova Direcção foi empossada a 28 de Julho de 2011, no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré. Daí para cá desenvolveram-se várias acções que procuraram promover a alegria e a união entre os gafanhões, ao mesmo tempo que lhes foi proporcionado o retornar às suas origens. Todo o trabalho desenvolvido assentou no esforço de 42 pessoas, distribuídas pelos seis Núcleos (Artes, Cultura, Desporto, Promoção e Divulgação, Acção Social e Ambiente e Território).

Naturalmente que para se pôr toda esta máquina a funcionar em pleno levou ainda algum tempo, uma vez que só aos poucos nos fomos apercebendo da existência de certos problemas que desconhecíamos.

Durante o ano de 2011, para “arrumarmos a casa” e sabermos os “terrenos que pisávamos”, realizámos as seguintes acções:

• Cinco reuniões com elementos da Câmara Municipal de Ílhavo;
• Uma reunião com a Junta de Freguesia;
• Três reuniões de Núcleos;
• Duas reuniões de Direcção;
• Uma reunião com o Conselho Consultivo da ADIG.

Visando unir as pessoas da Gafanha da Nazaré, levámos a cabo as seguintes acções:

• Jogos tradicionais (pião, calarotes e ringue), no Jardim Oudinot;
• Romaria ciclista à Senhora de Vagos (um retorno às nossas origens);
• Um Torneio de Sueca, para apuramento da equipa campeã da Gafanha da Nazaré;
• Dois jantares comemorativos (aniversário da ADIG e de Natal);
• Uma Exposição de Pintura, Artes Decorativas e Manualidades, que dizem ter ultrapassado as melhores expectativas.

Não ficaríamos por aqui se tivéssemos tido a resposta atempada de quem elegemos para nos governar, o que se teria traduzido em mais uma “Feira de Trocas e Venda de Velharias”, a realizar no primeiro domingo de cada mês, no Mercado da Gafanha da Nazaré. Outro problema que muito dificulta o desenrolar normal das nossas acções, é o ainda não nos ter sido destinado um novo espaço que servirá de sede para a nossa Associação.

Por último, mas não menos importante, gostaríamos de ressaltar o apoio que nos tem sido prestado pela Câmara Municipal de Ílhavo, e pela Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, sem o qual seria quase impossível avançar com as nossas iniciativas mais elementares.

2 de janeiro de 2012

Assembleia Geral Ordinária

Nos termos do Artigo 8º dos Estatutos, convoco, ao abrigo do artigo 2º do regimento, a Assembleia Geral da ADIG – Gafanha da Nazaré, Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré, para reunir em sessão ordinária no dia 10 de janeiro, 3ªfeira, pelas vinte e uma horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia, com a seguinte:


Ordem de Trabalhos:
- Informações;
- Apresentação e votação do Plano de Atividades e Orçamento para o ano de 2012;
- Outros assuntos.


Se à hora marcada não se verificar o número de presenças previsto no Regulamento Interno, os trabalhos iniciar-se-ão meia hora depois com qualquer número de associados.

Gafanha da Nazaré, 26 de dezembro de 2012



João Alberto Roque (O Presidente da Assembleia Geral)

17 de dezembro de 2011

Exposição do Núcleo das Artes da ADIG

A Exposição do Núcleo das Artes da ADIG, a decorrer no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, continua em funcionamento.

Dado o interesse que esta Exposição está a despertar, a Câmara Municipal de Ílhavo permitiu que o evento decorra até ao próximo dia 23 de Dezembro.

A Direcção da ADIG agradece, reconhecida, ao Director do Centro Cultural, Dr. José Pina, por esta deferência para com a nossa Associação.
 
As visitas podem ser efectuadas das 15H00 às 20H00, exceptuando aos domingos e segundas-feiras.
 
Se ainda não visitou a nossa Exposição, não hesite. Venha ver a Arte dos associados da ADIG. Vale a pena...

Jantar de Natal dos Associados da ADIG

Realizou-se, no dia 16 de Dezembro, num restaurante da cidade, o Jantar de Natal dos Associados da ADIG.
Este evento decorreu num ambiente de sã camaradagem, durante o qual se conversou sobre os mais variadíssimos temas, se contaram anedotas, se mandaram umas "bocas" a preceito, etc., etc., mas só depois de os "bons garfos", que por ali havia em quantidade apreciável, terem saciado a sua gula.
No final do jantar o presidente da ADIG fez uma pequena alocução alusiva à data festiva que  atravessamos, com a qual se interrompeu a festa, que continuou no "Dom Petisco"...
"Caros Amigos:

Começo por agradecer a Vossa presença neste Jantar de Natal, sinónimo de paz e concórdia entre os presentes. Desde o dia 28 de Julho de 2011, data em que assumimos este mandato, quantos momentos de alegria já tivemos: o “Torneio do Pião”, realizado no Jardim Oudinot (que nos levou à nossa infância), a “Romaria Ciclista à Senhora de Vagos” (que nos levou à fonte das nossas raízes), o “Torneio de Sueca da ADIG”, ainda a decorrer, e a “Exposição de Artes Decorativas e Manualidades”, aberta até ao dia 23 de Dezembro. Desta Exposição sobressai o trabalho desenvolvido pela nossa colega Helena Ferreira e os restantes trabalhadores do Núcleo das Artes, que está a surpreender pela positiva alguns dos mais optimistas!

Os meus agradecimentos a todos os que se têm empenhado, às vezes de forma incógnita, no meritório trabalho da nossa Associação.

Hoje é um dia de festa para nós. Uma festa simples, mas de grande significado para a ADIG. Voltámos a ser uma família unida, que luta em prol do desenvolvimento da nossa terra. Esqueçamos, por algum tempo, as nossas agruras, derramando ondas de amizade não só pelos presentes mas também por toda a população da Gafanha da Nazaré. Unamos esforços para tornar a nossa terra cada vez mais desenvolvida, mais harmoniosa, na qual possa reinar a Paz e a Alegria, apesar dos tempos calamitosos que os profetas das desgraças anunciam.

Saibamos, ainda, através do espírito cristão, dar as mãos àqueles que mais sofrem e que ainda não encontraram um ombro amigo sobre o qual possam derramar as suas lágrimas. Nunca nos devemos esquecer que um dos objectivos da ADIG é trazer a felicidade a quem nos rodeia. Se assim não fosse, para que serviram as acções já realizadas e as que do nosso esforço advirão?

E, neste Natal, brindemos à Paz e ao Amor fraterno entre os seres humanos, coisa cada vez mais rara na sociedade em que nos inserimos.

Um bem haja a todos.

Viva a cidade da Gafanha da Nazaré.

Júlio Cirino
"

15 de dezembro de 2011

Torneio de Sueca

Terminou a 2.ª Fase do "Torneio de Sueca da ADIG", que correspondeu ao apuramento das duas melhores equipas representativas dos lugares da freguesia.
 
No dia 7 de Janeiro proceder-se-á ao sorteio para a calendarização dos jogos, a disputar para o apuramento do campeão da Gafanha da Nazaré, jogos que terão início em 14 de Janeiro de 2012 numa sala do Mercado Municipal da Gafanha da Nazaré.
 
Serão disputados 54 jogos, realizados em 9 jornadas. O Torneio culminará no dia 10 de Março, com um jantar em que tomarão parte todos os participantes, sendo ainda atribuídos prémios às três primeiras equipas do "Torneio da Sueca da ADIG".
 
Daqui sairão as duas equipas que irão representar a Gafanha da Nazaré no "Torneio de Sueca das Freguesias do Concelho de Ílhavo".

4 de dezembro de 2011

Dá que pensar!

Praia da Barra ... Foto de 2005 
Desde tempos longínquos que o mar tem galgado as dunas! O farol e a velha ronca da Barra também já estiveram em perigo. Que o saber do homem saiba mais uma vez vencer os caprichos do mar...

A situação é muito preocupante !!!!!!! Apesar de as autoridades dizerem que estão atentas ao desenrolar dos acontecimentos, é preciso explicar à população, em português compreensível por todos, os perigos reais que corremos...

29 de novembro de 2011

Que segurança temos no Porto de Aveiro?


Sábado, dia 27 de Novembro de 2011, pelas 9H45 da manhã, a Gafanha da Nazaré andou em alvoroço por causa dos sons estridentes das sirenes que nos chegavam vindos dos lados da borda!

Só mais tarde viemos a saber que tudo não passava de um simulacro destinado a testar “a capacidade de resposta e prontidão do Plano de Emergência do Porto de Aveiro”. Segundo a imprensa local, os responsáveis por esta iniciativa congratularam-se com o êxito da operação. Isto é, para as autoridades envolvidas, os gafanhões podem continuar a dormir descansados.

Bom era que assim fosse. Como podemos dormir descansados, se aqueles que têm por missão defender-nos não se preocuparam com questões fulcrais? Por exemplo, se houver derramamento de um produto tóxico, que dizem proliferar à margem da Ria a Norte da Gafanha, como será avisada a população? As pessoas deverão permanecer em casa ou abandonar a cidade o mais rapidamente possível? Será preciso usar máscara? E se for preciso evacuar a cidade, foge-se para onde? Pode-se foguear? Que preparação tem a GNR, ou a Protecção Civil, para actuarem atempadamente junto da população numa situação de emergência? Então como se pode falar de êxito de uma operação como esta?!
 
Para que tudo decorra o melhor possível, envolvam os gafanhões nestes exercícios. Preparem-nos para qualquer eventualidade séria. Ensinem-nos a fugir para o sítio certo. Façam palestras elucidativas sobre este assunto. Esclareçam a população sobre os perigos reais do Porto de Aveiro. É mais sensato e mais honesto do que agir como a avestruz quando em situações de perigo. Há que pensar, a sério, num “Plano Estratégico para a Defesa da Gafanha da Nazaré”. E não será assim tão difícil, nem oneroso, fazê-lo. Vejamos dois exemplos:

1) Deve existir um alarme sonoro e luminoso, conhecido pela população, que nos previna que algo de anormal se está a passar no Porto de Aveiro;

2) Umas vez alertadas, as pessoas poderiam socorrer-se da Rádio Terra Nova – com informações dadas pelas autoridades a toda a hora – a fim de os habitantes desta freguesia saberem como actuar em qualquer situação de emergência.

Só isto, pode estabelecer a diferença entre uma calamidade e a salvação de muitas pessoas. Como até aqui é que não! Os acidentes não se fazem anunciar. Acontecem! Depois de nada vale chorar sobre o leite derramado. Já pode ser tarde de mais...

Fica à consideração da Administração do Porto de Aveiro, da Câmara Municipal de Ílhavo, da Junta de Freguesia, das Corporações de Bombeiros e da Comunidade da Gafanha da Nazaré, a mais interessada neste assunto.

28 de novembro de 2011

Núcleo de Artes da ADIG

Quem Somos

O Núcleo de Artes da ADIG, nascido a 1 de Setembro de 2011, faz parte da Associação para Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré e tem um papel importante na intervenção cultural da nossa freguesia.

Objectivos

• Divulgar e promover os trabalhos criados pelos nossos associados, através de Feiras e Exposições, com o intuito do desenvolvimento e promoção das Artes Decorativas e Manualidades na Gafanha da Nazaré.

• Criar um espaço no qual os trabalhos dos sócios possam estar permanentemente expostos.

• Ter um local onde se possam organizar workshops relacionados com as Artes.

11 de novembro de 2011

FORTE DA BARRA

Ouvia-se dizer que tanto a CMI como a APA tinham a intenção de deitar abaixo o casario antigo do Forte. Segundo a "Nota Informativa da CMI n.º36", vai ser criado um "Plano de Intervenção para a Reabilitação do Forte da Barra". Por tal motivo, a ADIG entendeu por bem fazer o documento histórico que passamos a dar a conhecer aos nossos conterrâneos, já depois de o termos feito chegar à Câmara Municipal de Ílhavo e à Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré.

FORTE DA BARRA – ZONA HISTÓRICA

Através da Nota Informativa n.º36, de 19 de Setembro de 2011, tomámos conhecimento da existência de um “Plano de Intervenção para a Reabilitação do Forte da Barra”, numa parceria entre a Câmara Municipal de Ílhavo e a Administração do Porto de Aveiro. Parabéns pela sensatez. É que o Forte da Barra foi o primeiro lugar da freguesia onde existiu um aglomerado de casas devidamente urbanizado, já com rede pública de abastecimento de água, coisa inédita por aqui noutros tempos.

Há escritos que comprovam a permanência da Aviação francesa, em S. Jacinto e no Forte da Barra, nos últimos meses da I Grande Guerra Mundial (1914-1918). E assim, este lugar da Gafanha, não só por razões geográficas, ficou estreitamente ligado a S. Jacinto e ao mundo. A construção pequena, pintada de amarelo-ocre, com aduelas brancas e portas azuis, funcionou como Casa do Telégrafo destinada informar os hidroaviões que amaravam e descolavam nas águas mansas da ria. 

Casa do Telégrafo

O casarão de 1.º andar, também de cor ocre e aduelas brancas, funcionou como Comando da Aviação Naval. Por que não aproveitar-se este edifício para Museu do Ar, Casa da Música, Casa da Juventude, etc., etc.? 

Comando da Aviação dos Franceses

Também noutros tempos se faziam excursões à Aviação para ver de perto os hidroaviões e visitar as oficinas, na altura das mais modernas do país. Foi nos Traveses, igualmente conhecidos por “praia dos tesos”, que Sacadura Cabral testou o hidroavião que faria parte da primeira travessia aérea do Atlântico, de Lisboa ao Rio de Janeiro. A comprovar tal facto, num documento escrito em Fevereiro de 1921 pelo ilustríssimo aviador, pode ler-se:
           
      – “Com a violenta nortada que fazia e auxiliado pela mareta que se tinha formado na Ria de Aveiro, o hidroavião descolou como nunca o vira descolar” (in A Mística de Aveiro na Aviação Naval, do Cap. Joaquim Duarte).

Pelo que acabamos de constatar, a zona do Forte da Barra, e todo o seu casario, ao contrário do que já foi apregoado, é um relicário histórico da Gafanha da Nazaré e também da Aviação Naval portuguesa. Há que saber preservar este local. Tudo indica que assim venha a acontecer, pois por ali ainda se sente o pulsar dos tempos pretéritos, as canseiras dos que por aqui labutaram para chegarmos onde chegámos. Por tal motivo, é de bom senso reabilitar-se o que existe, ou até mesmo demolir-se e reconstruir-se tudo como está, para os vindouros ficarem a conhecer um pouco das suas raízes. 
Atrevemo-nos a perguntar: por que as autoridades competentes não intervieram atempadamente para evitar chegar-se àquele estado calamitoso?! Por que não houve o cuidado de preservar aquele lugar, como se fez na Costa Nova? E se chover em demasia e algumas paredes caírem o que acontecerá daí para diante? Recusamo-nos admitir o que por aí se apregoa: “quem manda gizou esta estratégia para que tudo o que existe à volta do forte ruísse”! Só corações muito empedernidos seriam capazes de mandar deitar abaixo uma coisa que é tão nossa. Que a Nossa Senhora dos Navegantes ilumine quem governa, para serem tomadas as medidas mais atiladas para aquele lugar. Deste modo, criava-se mais um pólo de atracção turística, que serviria de apoio ao Porto de Aveiro, e não só.

Pelo que se constata, o casario do Forte é uma Zona Histórica da Gafanha da Nazaré, que complementaria o tão visitado Jardim Oudinot, podendo mesmo funcionar como ponto de diversão alternativa à Barra, onde por vezes é tão difícil chegar. E, por que não, aproveitar-se o R/C do “Castelo da Gafanha” para café, ou restaurante, dando vida à noite num local quase desabitado? E mais: mantendo-se a traça das fachadas das casas que ladeiam pelo Norte a torre do forte, poderia criar-se o Museu da Gafanha da Nazaré – há tanto tempo em falta na nossa terra – ou uma Pousada de Portugal, ou Oficinas de Arte, ou qualquer outra alternativa que sirva para melhorar a qualidade de vida dos gafanhões. O Forte da Barra, caso haja vontade política para isso, será de uma riqueza incalculável para o concelho. É quase um presépio, em ponto grande...

Fica à consideração da Câmara Municipal de Ílhavo, da Administração do Porto de Aveiro e da população da Gafanha da Nazaré que também deve ter uma palavra a dizer sobre este assunto.



                                                                                Júlio Cirino
                                                                        (Presidente da ADIG)